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Agonia na Investigação

07/10/2011

Foi noticiado no Expresso, a 1 de Outubro, e volta a ter chamada de atenção através do esquerda.net e do artigo de opinião de Daniel Oliveira (Expresso, 6 de Outubro), que a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa comunicou, já a 22 de Setembro, que suspendeu bolsas e contratos de trabalho associados a projectos de investigação em curso. Em causa estarão cerca de 2 milhões de euros em atraso por parte da Fundação para a Ciência e Tecnologia.

O sistema começa a colapsar e, rapidamente, se percebe que a retórica do apoio à investigação e à qualificação é só o discurso de circunstância de quem não pode dizer o contrário. Na primeira oportunidade os fundos atrasam-se, os apoios resvalam, a investigação sofre, como sofrerá o ensino superior incluído nos monstruosos cortes anunciados.

Não há caminho para fora da crise e do atraso que não passe pela alteração do paradigma de desenvolvimento e pela qualificação. A investigação, como o ensino superior, é instrumental para esse objectivo. Cortar aqui é cortar as raízes ao futuro.

Cem dias de governo

28/09/2011

Consultei uma ‘timeline‘ de um jornal online sobre os  momentos mais assinaláveis dos primeiros dias de Governo. Sobre o Ministro da Educação quase nada.

Contudo, a 9 de Setembro o Expresso anunciou “Governo e ‘profs’ de acordo“. Logo no cabeçalho da notícia percebe-se que afinal Crato chegou a acordo com 7 dos 13 sindicatos que se apresentaram a negociação. Logo daí se entende que é forçado dizer que os ‘profs’ estão em acordo. Seria talvez melhor jornalismo informar que o Governo chegou a acordo com alguns sindicatos de professores, alguns dos quais representantes de escassas dezenas de docentes. Mais tarde fomos percebendo que o acordo negocial, que diz respeito a questões de avaliação de docentes do básico e secundário, continha logros, e que alguns dos que participaram se queixam agora da interpretação que foi dada ao pretenso acordo.

Sobre ensino superior, nada. Sobre investigação, nada.
No que nos diz respeito, os primeiros cem dias foram cheios de nada, uma nulidade.