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Questões pertinentes

04/05/2009

Deste Fórum fazem parte, como fica claro na página sobre o Colectivo Editorial, dirigentes do SNESup, mas também pelo menos um ex-Dirigente, eu próprio.

O facto de não estar vinculado a um programa, a uma responsabilidade para com sócios ou colegas, a uma doutrina, liberta-me para as análises independentes que sempre tentei manter.

Dito isto, gostaria de esclarecer que enquanto o meu nome estiver associado a este fórum não admitirei o uso de linguagem rasteira, normalmente associada ao anonimato. Assim, o Fórum, que escolhemos ser aberto a todo e qualquer interessado na política do ensino superior e na sua acção sindical em concreto, é moderado.

 

Li aqui críticas muito pertinentes e que estou certo ajudarão na reflexão dos dirigentes do Sindicato que participam nas negociações.

A precariedade O SNESup, sempre bateu nesta tecla, tanto para o sector público como para o privado, com maior ênfase no politécnico e nas figuras cronicamente precárias do sector universitário, denunciando os recibos verdes, os falsos convidados, as recusas de nomeação com base em critérios gestionários, etc. A precariedade tem consequências por vezes muito indirectas, como a evasão à contratação por concurso… Mantê-la, mesmo com o argumento de que incentiva a competitividade e a renovação da carreira, o que é falacioso, tem permitido arbitrariedades na gestão e a manutenção de instituições dominadas pelos menos qualificados, como todos sabemos. A extinção de verdadeiros mecanismos de progressão, como está em cima da mesa, para além de promover o “concurso com fotografia” exponenciará a precariedade. Penso que esta é uma questão fundamental que colide com as idiossincrasias reveladas nesta proposta. Infelizmente, já vi sindicatos satisfeitos à saída da primeira ronda negocial, o que me deixa tão consternado quanto espantado.

Júris Aposentados Por exemplo, também acho inconcebível que dizendo combater-se a endogamia e promover-se a qualificação e a actualização científica do corpo docente se introduzam mecanismos que permitam que aposentados intervenham activamente nos concursos. O seu valor, os seus conhecimentos, a sua importância histórica, para o bem e para o mal não estão em causa. Mas a sua participação nestes actos de vitalidade das instituições só auguram a construção de pequenas oligarquias com todos os atavismos possíveis. Inclusivamente, recusa-se aos membros activos da carreira que participem em experiências enriquecedoras, que construam a sua rede de contactos científicos e que engordem o seu currículo de que necessitam para concursar… É uma medida que concentra em poucos todas as oportunidades e que, num momento em que a maioria dos doutorados que o país alguma vez teve estão no activo, me parece desnecessária.

 A data do pré-aviso: Outra crítica que aqui li prende-se com a jornada de luta marcada para o fim das negociações. Pessoalmente não morro de amores por este processo, que suspeito ser apenas uma formalidade para o Governo. Contudo, não me parece leal que sem se perceber as reais intenções do mesmo se avance para uma greve. Se a próxima reunião negocial revelar que não houve qualquer esforço sincero de concertação, aí sim, valerá a pena reflectir sobre o momento adequado para introduzir novas formas de luta. 

 

Voltarei a este assunto!

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