Emprego científico e contrapropostas negociais

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Quando começámos em finais de 1998 a tentar arrastar a FENPROF (e o SINDEP) para a propositura de articulados de diploma nos processos negociais com a tutela houve desde logo por parte dos nossos então parceiros uma grande resistência ideológica a colaborar com o diabo redigindo leis.

A FENPROF fazia, isso sim, cadernos reivindicativos. Ainda me lembro de um dos pontos “Incluir no estatuto do politécnico, uma norma que já existe no do universitário…..(e depois não se percebia o alcance)”

O SNESup usou a propositura de articulados nos processos negociais relativos à revisão do ECDU/ECPDESP e na apreciação parlamentar da revisão os Estatutos de Carreira , bem como na negociação de Regulamentos das Instituições. Fazendo passar ideias que de outra forma não seriam compreendidas e acolhidas.

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Há dias, no entanto, o teor de uma “contraproposta negocial do SNESup” fez-me lembrar o tal caderno reivindicativo da FENPROF

 

“Artigo 7º – Deveres das instituições contratantes

f) Definir contratualmente com o doutorado as condições referentes aos direitos de propriedade intelectual e industrial não podendo contrariar ou prejudicar o doutorado além do definido no Estatuto da Carreira de Investigação Científica ou em outros normativos que disponham sobre esta matéria.”

 

Oh , dirigentes do SNESup ! Oh, doutores em Direito e Ciências do Trabalho formados em universidades espanholas !

 

Isto é maneira de escrever ?

 

Os Estatutos de Carreira e outros normativos servem para “contrariar ou prejudicar o doutorado”  ? (e Gago tão orgulhoso do seu ECIC de 1999)  E os limites em que se pode fazê-lo são estabelecidos pelo ECIC e por outros normativos ? E sendo uns piores do que outros regulamo-nos pelo pior ? E se o ECIC for revisto para pior os contratos já podem prejudicar  mais ?

 

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