Fim

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Acaba aqui a minha colaboração (recentemente muito eventual) com este Fórum.

O SNESup tem uma nova Direcção que espero que saiba dinamizar esta e outras ferramentas de comunicação.

A comunicação é a principal tarefa do activismo de hoje pois é através dela que se consegue o esclarecimento (um fim em si definido aliás por Direcções anteriores do SNESup), mobilizar e intervir.

Uma acção sindical que se resume à luta judicial, ao pensamento jurídico e à resolução (oposição) de problemas pontuais, responde ao urgente mas deixa escapar o essencial.

Para quem já palmilhou esse caminho mas sabe que o horizonte deve ser outro, esta voragem do parecer, da reunião e da acção é apenas saturação e frustração.

Por fim, quero manifestar o enorme respeito e admiração sincera pelos que empunham o facho sem deixar cair o espírito sindical mesmo no assustador crepúsculo, e por aqueles que, quais Sísifos, sustêm a pedra dos Direitos laborais pela ladeira dos ataques constantes que a investigação e docência do ensino superior têm sofrido.

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2 Respostas to “Fim”

  1. AB Says:

    A ti, Luís Moutinho, o meu reconhecimento pelo esforço, trabalho e solidariedade sempre demonstrada. Foi na direcção presidida por ti que comecei como delegado sindical e, mais tarde, como membro da direcção. A luta não termina hoje, apenas começa.

    Abraço,
    AB

  2. ivogoncalves Says:

    O Fórum por um fio
    30/06/2012 por ivogoncalves
    Será que percebo Luís Moutinho e que estou de acordo com ele ?

    É difícil responder: à partida enquanto sectores específicos dos leitores do Fórum se declaram escandalizados com a suposta predilecção do sindicato (ou dos sindicatos) pelas élites, Luís Moutinho põe em causa muito mais: não o objectivo de defesa dos direitos laborais, sem os quais a defesa do ensino superior e da liberdade de investigação científica se esvaziam, mas o modelo de acção sindical que tem vindo a ser seguido “esta voragem do parecer, da reunião e da acção”. Mas saúda a luta pela defesa dos direitos.

    Por mim diria que o SNESup está a procurar de forma não totalmente consistente uma outra forma de fazer esta luta, isto é, envolvendo os interessados e apelando à acção colectiva, é certo que com pouco sucesso, e utilizando de forma não totalmente convencional os instrumentos jurídicos, como o mostra a denúncia pública das estratégias agressivas das instituições.

    Diria mesmo que está a fazer um exercício de vontade que, pelo seu carácter indómito, não deixa ninguém indiferente. A larguissima adesão ao apelo para recondução / renovação da rede de delegados sindicais constitui um precioso indicador. Falta-lhe é certo, como uma vez já aqui escrevi, o instinto para a jugular, e o parecer, a reunião, a acção, acabam por não alcançar resultados. E no terreno sindical, perdoem-me a evocação, não basta ousar lutar, é preciso ousar vencer.

    Concordo que tudo isto tem de ser enquadrado numa perspectiva mais ampla e que o informar-debater-intervir de Paulo Peixoto, o comunicar de Luís Moutinho têm estado ausentes. Quando o SNESup tem entre os seus associados numerosos especialistas em temas de actualidade. Onde está o Sindicato que promoveu tantas conferências e debates ? Onde estão os protagonistas dos Encontros Quase Casuais ?

    É certo que há o Fórum. Mas, apesar dos cento e tal acessos diários garantidos ao Fórum quando há novos posts, os dirigentes que o SNESup tem não vão ao Fórum e muito menos publicam no Fórum, ou, como António Vicente, limitam-se a colocar textos já divulgados noutros veículos. Para um espaço que queria fugir aos tons cinzentos da informação institucional não está mal… Alguns colegas têm poderes para publicar como autores, mas ficam-se pelos comentários. A reestruturação do Politécnico domina, a precariedade volta a emergir, da vida sindical pouco gente trata, falta de apetência de que Paulo Peixoto há dias se lamentava atingir também a Revista.

    Para mim, o Fórum não é a Revista newsletter, o site ou o Facebook, faz sentido como local de publicação de artigos de opinião estruturados, mas com dimensão e estilo próprios. Sem um programa de publicações e sem um esforço de articulação assumido, talvez tenhamos acabado por nos embaraçarmos uns aos outros. Mas caros Joaquim Sande Silva, Nuno Sousa e Alberto Sampaio, pelo menos tentámos.

    Este post, como todos os mais de seiscentos que escrevi desde 2009 vai ser apagado e o seu teor convertido em comentário ao post final do Luís Moutinho, desta vez não por acidente, mas como manifestação de respeito. Porque não ficarei aqui depois de o Luís Moutinho ter saído e porque entendo não terem os textos que vou publicando de coexistir com a informação institucional de tons cinzentos que certamente está à espera de desembarcar, ou, pior, com materiais de agit-prop que seduzem sem verdadeiramente estimularem a reflexão.

    O SNESup como movimento social merece o meu mais profundo respeito. Mas, mesmo antes da minha desvinculação, para mim nunca foi um caso de RIGHT OR WRONG MY COUNTRY. Escrevi-o aqui num momento crítico da negociação dos Estatutos contra Gago e de uma luta que só conseguiu prosseguir depois de restabelecermos a normalidade do funcionamento da Direcção.

    E, uma vez que falo nisso, e porque sem este restabelecimento o SNESup se teria apagado a tal ponto que nem estaríamos a criticá-lo agora, aí temos de estar agradecidos a Luís Moutinho e à forma como fez deste Fórum um organizador colectivo, a Paulo Cruchinho, António Vicente, Catarina Fernando, Jorge Morais, Denise Estrócio, Luís Belchior, José Moreira, Teresa Alpuim, Luísa Santos, Paulo Peixoto, Álvaro Borralho, Marc Jacquinet e Luís Luz. Os quais, partindo de perspectivas diferentes, requereram um Plenário de Direcção que repôs o SNESup em marcha, após quatro deslocações a Lisboa que, por razões de saúde, familiares ou profissionais, impuseram uma fortissima carga aos primeiros dez subscritores. Pena não haver um espaço mais visível e mais duradouro onde o vosso nome possa receber o devido crédito.

    (originalmente publicado como post)

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