Inquéritos pedagógicos

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Durante as difíceis negociações, entre Março e Junho de 2009, da revisão dos Estatutos de

O SNESup tem procurado acompanhar a inclusão dos resultados dos inquéritos pedagógicos entre os elementos relevantes para a avaliação de desempenho.

Desde já destacamos três preocupações:

1. Os regulamentos de avaliação de desempenho tendem a integrar automaticamente os resultados dos inquéritos na avaliação quando, em rigor, se trata de apurar percepções dos alunos que deveriam ser enquadradas por uma análise do órgão competente – o Conselho Pedagógico – nos termos da alínea h) do nº 2 do Artigo 74º-A do ECDU e do Artigo 35º-A do ECPDESP.

Em alguns Regulamentos tem ficado, por sugestão do SNESup, expresso que o docente deve ser ouvido sobre os resultados, logo que apurados, e suscitar a questão da sua validade para efeitos de avaliação de desempenho.

Mas, mesmo quando tal não esteja consagrado, estamos disponíveis para intervir junto das instituições em que se registem situações disfuncionais.
2. Alguns questionários utilizados nos inquéritos aos alunos são manifestamente inadequados, seja porque o docente é avaliado por itens sobre os quais não tem capacidade de decisão (e que relevam da direcção de curso ou do responsável pela disciplina), seja por se inquirirem os alunos sobre aspectos em relação aos quais não têm capacidade de se pronunciar (por exemplo sobre a competência científica do docente).

Será aqui importante não ignorar a fiabilidade e validade destes instrumentos como forma de se garantir que estes efectivamente cumprem os seus propósitos.
3. Enfim, os próprios procedimentos de recolha de respostas pode suscitar graves distorções.

É o caso do preenchimento on-line dos questionários que, mesmo quando esteja garantido que as respostas são efectivamente preenchidas pelos alunos (e nem todas as instituições o garantem), tem o inconveniente de recolher respostas de alunos que não frequentam regularmente as aulas.

É o caso dos questionários confiados para preenchimento aos alunos ou aos seus representantes sem que se previna a possibilidade de combinação de respostas.

Apelamos a todas as instituições e respectivos responsáveis no sentido de melhorarem os procedimentos utilizados sendo de salvaguardar, além do apresentado, que:

a) É o próprio aluno a responder (e que é aluno da disciplina e/ou turno em causa);

b) Só sejam aceites respostas de alunos com mais de 50% de presenças nas aulas;

c) Não se retirem conclusões de amostras sem dimensão para serem estatisticamente significativas;

d) As respostas não sejam do conhecimento ou influenciadas por docentes ou colegas;

e) O docente tenha a possibilidade de contestar os resultados.

O SNESup irá intervir junto das instituições onde nos vêm sendo assinaladas situações que carecem de correcção imediata, solicitando a todos os colegas que nos informem sobre situações anómalas que conheçam.

Saudações Académicas e Sindicais,
A Direcção do SNESup

 

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