Pontes que nunca se perderam…

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Há uma entrada no blog Comunicar, do nosso ex-colega Ivo Gonçalves, que chama a atenção para uma questão importante num momento em que é quase inevitável que nos mobilizemos para longas lutas.

A entrada retrato-robot dos professores do superior feito por professores do básico e secundário descreve os lugares-comum que povoam as narrativas dos colegas dos outros sectores.

Poderíamos ter a tentação de responder e até devolver algumas acusações de falta de solidariedade por parte dessa classe.

Poderíamos até  recordar como os seus sindicatos sectoriais venderam os interesses dos colegas do superior, obtendo garantias (subsídio de desemprego para os docentes do básico e secundário do sector público) através da traição aos colegas do superior (sobre quem desprotegeram em relação ao desemprego…). Lembraríamos então que alguns desses sindicatos que alegremente assinaram esse acto de traição também representam alguns colegas do superior.

Mas, parece-me, teremos que mais uma vez começar da base, como qualquer docente do ensino superior que leccione a estudantes de primeiro ano faz de cada vez que pega numa nova turma chegada do não-superior, e desmontar todos estes preconceitos que os nossos colegas, e suponho, o grosso da sociedade, mantêm sobre nós.

Aqui fica mais um desafio ao SNESup. Não há luta que se ganhe sem ganhar a opinião pública primeiro e, se é isto que pensam de nós, não temos tempo a perder.

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