Lamento

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Depois do que li na última entrada deste Fórum, gostaria de manifestar a todos os colegas que deixei de estar solidário com a Direcção do meu sindicato.

Parece-me que alguns dos seus dirigentes se afastaram do sentimento e do pensamento dos colegas e que têm passado demasiado tempo nas Laranjeiras e num círculo restrito onde tudo o que o senhor Ministro faz parece bem.

A mim parece-me muito mal.

Se não forem capazes de perceber que aquele que outrora foi um político em que muita esperança depositámos, hoje tornou-se num ministro incapaz de  governar com o consenso que estas matérias exigem, parece-me que tal como ele, está na hora da saírem.

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8 Respostas to “Lamento”

  1. Miguel Gonçalves Says:

    Nem assim o SENHOR-DOUTOR-CANDIDATO-A-DEPUTADO-SINDICALISTA-NAS-HORAS-LIVRES se demite.

    Mas o que anda esta gente a fazer nos sindicatos? Não têm uma ideia, um projecto. Não acreditam em nada. São carreiristas e caciqueiros de primeira. Olhem aquilo tipo da ESAC. Mas aquilo é um sindicalista? Pelo contrário,ãfirmam-se sindicalistas RESPONSÁVEIS. # Copinhos de leite; falta-vos barba (rija).

  2. Miguel Gonçalves Says:

    ESTE SINDICATO PRECISA DE UMA REVOLUÇÃO. MAS UMA REVOLUÇÃO A SÉRIO. Contem comigo para fazer campanha a favor da demissão do Xufre e do seu acólito com ares de escudeiro fiel, tipo Sancho Pança. Vocês sabem do que estou a falar.
    Temos de expurgar este sindicalismo responsável do Snesup.
    # a que horas começa o milagre da multiplicação de opiniões como esta?
    O que é preciso mais fazer o PUTATIVO DEPUTADO para a COMISSAÕ PERMANENTE o colocar no OLHO DA RUA?

  3. Miguel Gonçalves Says:

    “OBVIAMENTE, DEMITO-ME”.
    ###
    Acordaremos, num belo dia de Setembro (pode ser também Outubro) com esta entrada no FORUM.
    Abriremos a janela, respiraremos melhor, abriremos o champanhe e seremos todos, nesse dia, um pouco mais limpos, mais verticais, mais honestos, mais crentes e.. fundamentalmente mais…. humanos.
    RIP, Gonçalo Xufre.

    • evespertina Says:

      Miguel, desengana-te para teu bem. Um plano destes para ser levado a bom porto nunca é arquitectado e sustentado por uma só pessoa. Terias que pedir a muita mais gente para se demitir, mesmo algumas de quem não estás à espera.
      O Ivo sempre disse que o SNESUP teria um preço a pagar. Para bom entendedor…
      Espero que, finalmente, toda a gente entenda e ouse levar a cabo aquilo que se tem a fazer enquanto é tempo.

  4. evespertina Says:

    Pois é Moutinho, lembras-te do post CASSANDRA? Eu de facto sou Cassandra. Muito mais te poderia dizer.
    Não te admirarias também se te dissesse que alguns dos docentes independentes mais activistas no início de maio são agora delegados sindicais, pois não? E têm estado bem calados. Quando alguém os questiona, ou mesmo sem serem questionados, escrevem e dizem “não subscrevo o que tem sido dito neste fórum”. Iremos ver o que irão subscrever daqui por diante.
    Entendes agora porque pezo tanto a tua participação neste fórum? Não sou só eu. Muita gente sabe tu que és uma pessoa correcta e de princípios. Também por isso és agora capaz de dizer que lamentas. E os outros?

  5. evespertina Says:

    UMA RECTROSPECTIVA

    Arquivos para Julho 28th, 2009
    Saiu o nº 32 da Ensino Superior – Revista do SNESup
    28/07/2009
    Como habitual na Revista, sobretudo com Paulo Peixoto, um grande pluralismo de temas e de opiniões. E um grafismo depurado que a valoriza sensivelmente.

    Uma excelente cobertura do processo negocial e das acções de luta até fins de Junho, realizada com grande maestria por Paulo Peixoto e Catarina Fernando. A palavra de ordem da Comissão Negociadora do SNESup ao apontar para a concentração nacional / greve de 3 de Junho “Podemos não ganhar, mas os docentes do ensino superior ficarão com a memória de uma luta” tem aqui uma tradução prática. Este número da Revista contribuirá para fixar essa memória.

    E até a foto de Mariano Gago entre alas de manifestantes em T-Shirt preta a entrar na Universidade do Algarve furou o bloqueio que lhe foi imposto no site http://www.snesup.pt e nos comunicados.

    Parabéns !

  6. evespertina Says:

    Podem sempre visitar a antiga página pessoal de António Pedro Dores:
    http://iscte.pt/~apad/velhosite2007/
    Lá encontrarão uma referência ACTIVISMO>>SNESUP-nem só boas notícias, onde se poderão esclarecer melhor acerca de muitas questões.
    Podem também fazer uma pesquisa na net usando as palavras “Direcção do Sindicato todos estimamos o APD” e encontrarão um ficheiro word que contém uma troca de emails muito interessante.
    É mesmo verdade que os docentes têm andado a dormir, até se esquecem que os sindicatos têm passado.

  7. evespertina Says:

    Outro texto interessante (http://universitas.blogspot.com/2005/07/snesup-quer-implementa-2006.html)

    A Universidade é um ponto de encontro para o conhecimento desinteressado mas também para as ferramentas do progresso. Esta é uma cidade imaginada, a UniverCidade, não apenas um local. É um processo tal e qual a educação, de qualquer nível, deve ser…

    13.7.05
    SNESup quer implementação de pacote de propostas até 2006
    GOVERNO DEVE ASSUMIR COMPROMISSOS COM O ENSINO SUPERIOR

    A Direcção do SNESup (Sindicato Nacional do Ensino Superior) manifestou hoje em conferência de imprensa, organizada em Lisboa, uma série de preocupações com a evolução do Ensino Superior em Portugal. Joaquim Infante Barbosa, presidente da Direcção do SNESup, apontou os compromissos que o poder político deve assumir sem mais demora e apresentou as principais propostas que o Sindicato pretende ver implementadas nos próximos dois anos.

    O SNESup prevê que o próximo ano e meio vá ser propício à instabilidade, à experimentação e à irresponsabilidade. Para a direcção do SNESup, a incapacidade do Estado em definir uma política coerente de pessoal e em prever o impacte de encargos com o pessoal em anos futuros levou a uma solução sui generis: suspender a contagem do tempo de serviço apesar de este continuar a ser prestado. “Fala-se de substituir o regime de carreiras por um regime de emprego próximo do regime de direito privado, sem se conseguir explicar em que consistirá”, argumentou o presidente do SNESup. O Sindicato considera que este será um mau caminho, já que as grandes organizações empresariais têm planos de carreiras sem os quais não seriam geríveis.
    Infante Barbosa afirmou que “o Ensino Superior e a Investigação Científica, apesar de tutelados pelo Estado, não podem sofrer com este clima. O Ensino e a Investigação já foram muito prejudicados nos últimos anos com o demissionismo, com o subfinanciamento, com as políticas de redução de efectivos de pessoal docente e com a precarização.”

    A conjuntura actual do Ensino Superior é caracterizada por:
    ¢ uma grande preocupação com o emprego que tem origem quer em factores envolventes do Ensino Superior (abandono precoce do ensino básico e secundário, nível de procura de cursos, financiamento, processo de Bolonha) quer em factores derivados de fragilidades estatutárias (precariedade de vínculos, adiamento para 2008 da criação efectiva do subsídio de desemprego);
    ¢ uma necessidade de reforço dos factores de mérito na estruturação das carreiras e do sistema retributivo.

    São cinco os compromissos que o SNESup deseja ver assumidos pelo poder político:
    1) Investir na qualificação do pessoal docente;
    2) Manter no sistema o pessoal docente qualificado em que já se investiu no período recente, e que vem sendo afastado (ou que está em risco de o ser por força da precarização contratual);
    3) Criar emprego científico nas instituições de Ensino Superior;
    4) Preparar as instituições para as exigências de Bolonha, o que implicará modificações na pedagogia e na afectação do tempo de trabalho dos docentes;
    5) Institucionalizar de imediato o subsídio de desemprego cuja legislação se anuncia só ir entrar em vigor em 2007 com início de aplicação efectiva em meados de 2008.

    O SNESup enunciou ainda quatro propostas fundamentais a implementar nos próximos dois anos:
    1) Durante os anos de 2005 e 2006 deverá ser imposto um CONGELAMENTO DAS ADMISSÕES de novo pessoal docente no Ensino Superior Público, excepto de doutores.
    O SNESup considera que as instituições de Ensino Superior Público deverão restringir a admissão de novo pessoal a:
    ¢ doutores, com ou sem vínculo a instituições de Ensino Superior;
    ¢ candidatos vinculados a outras instituições de Ensino Superior;
    ¢ candidatos que já tenham exercido funções em instituições de Ensino Superior desde que inscritos em Centros de Emprego.

    Estas medidas poderão ser postas em prática no âmbito da legislação sobre congelamento de admissões já vigente e que haverá que reforçar, tornando a sua aplicação mais efectiva.

    2) Nos próximos dois anos deverá ser imposto um CONGELAMENTO DOS DESPEDIMENTOS no Ensino Superior Público. Para o SNESup, as instituições deverão:
    ¢ beneficiar de estabilidade no seu financiamento enquanto se reestruturam para atender às exigências de Bolonha;
    ¢ ser obrigadas a manter o pessoal docente que reúna as qualificações para acesso à categoria de professor ou que esteja envolvido em programas conducentes à sua aquisição.

    O SNESup considera inadmissível que existam instituições do Ensino Superior Politécnico que vêm afastando doutorados ou candidatos ao doutoramento em fase adiantada do processo”.

    3) Em paralelo com a avaliação das instituições e dos cursos, anunciada pelo Ministro para 2005 e 2006, deve ser realizada uma AUDITORIA À GESTÃO DE PESSOAL DOCENTE erradicando as más práticas de:
    ¢ precarização contratual (como sejam a contratação de docentes a tempo integral e dedicação exclusiva como convidados ou equiparados, e as denúncias fingidas de contratos que se renovariam por dois ou três anos, a fim de se estabelecerem com os interessados novos contratos de menor duração);
    ¢ transparência dos concursos (acabar com os concursos com fotografia, como sejam a colocação dos editais de condições que restringem o acesso a um único candidato da “casa”);
    ¢ admissões sem concurso (há instituições do ensino superior que só contratam pessoal por convite, sem recurso a concurso).

    4) Finalmente, deve realizar-se uma RONDA DE NEGOCIAÇÕES entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e as associações sindicais, com vista a definir quer condições de exercício de funções docentes quer formas de garantir o cumprimento por parte das instituições de ensino superior das condições definidas.
    Para o Sindicato Nacional do Ensino Superior, numa primeira fase deve discutir-se a prorrogação dos contratos do pessoal qualificado mas com vínculos precários, a vigorar até à revisão dos Estatutos de Carreira, e a redefinição das componentes do trabalho docente face ao crescente peso da investigação científica e às necessidades do processo de Bolonha.
    Numa segunda fase de negociações, o SNESup aponta como essencial a redefinição dos Estatutos de Carreira e do sistema retributivo e a intercomunicação de carreiras.
    A direcção do SNESup defendeu que “devem ser acordadas entre o Ministério e as associações sindicais formas de aferição da representatividade das organizações que dizem abranger o ensino superior. Estas deverão comprovar perante uma entidade independente o número de docentes do ensino superior e de investigadores nelas inscritos”.
    Comunicado resultante de Conferência de Imprensa realizada a 12 de Julho de 2005.
    As chamadas a negrito são de minha responsabilidade e focam essencialmente os problemas e propostas para a qualidade do sistema.
    Publicada por Luis Moutinho em 5:12 PM

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