XUFRE FOGE A PLENÁRIO

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Onze membros da Direcção do SNESup requereram ao respectivo Presidente a convocação de um Plenário em que, designadamente, se deverá deliberar sobre a “Aprovação das propostas a apresentar aos órgãos de soberania sobre as alterações à revisão dos Estatutos de Carreira e sobre as formas de actuação a desencadear” e “Nos casos em  que tal seja considerado necessário, sobre a introdução de substituições na titularidade dos cargos electivos da estrutura da Direcção”. O requerimento entrou no Sindicato na 6 ª feira,  11 de Setembro.  

Na 2 ª feira, dia 14, Gonçalo Xufre inicia uma  fuga para a frente. Em vez de convocar o Plenário requerido por onze membros da Direcção – o mínimo regulamentar para o requerer é de cinco membros efectivos ou suplentes – com a ordem de trabalhos requerida  bem definida e, desejavelmente, para um sábado, dia livre de actividades profissionais , convoca outro para as 11h30m da próxima terça feira, dia 22, jogando na dificuldade de participação dos colegas, com uma ordem de trabalhos redutora: ” Proposta de alteração às regras do transitório nos novos estatutos de carreira do Pessoal Docente do Ensino Superior Politécnico” e “Estratégia para intervenção na consulta de preparação dos regulamentos de avaliação de desempenho previstos nos artigos 74º-A do ECDU e 35º-A do ECDESP.”.

Para além do desrespeito pelos colegas da Direcção, Gonçalo Xufre parece disposto a deixar cair a agenda do SNESup que passa, como é público,  por introduzir alterações tanto nas disposições transitórias como no corpo dos Estatutos, tanto no universitário como no politécnico, e pela exigência de negociação dos regulamentos previstos, para se acomodar às   alterações pontuais do regime transitório do politécnico e à consulta da avaliação de desempenho.  

Fá-lo em desrespeito para com a vontade expressa por uma maioria de membros da Direcção, que se pronunciaram no sentido de que “as alterações à revisão dos Estatutos de Carreira a propor tanto à Assembleia da República como ao Governo que sairá de eleições, bem como as diligências a requerer junto do Tribunal Constitucional, devem abranger tanto os corpos dos Estatutos como as disposições transitórias, tanto o Universitário como o Politécnico, sustentando as posições assumidas durante o processo negocial, que prestigiaram o SNESup”.

De igual modo, recusa a normalização de funcionamento da Direcção, que só a 17 de Julho último teve um Plenário regularmente convocado, em que Gonçalo Xufre falhou o quórum para a eleição do Vice-Presidente que propunha, e cuja Comissão Permanente, onde sabe não ter a maioria, se recusa a convocar ou só convoca com ordens de trabalhos triviais.

Quanto à eventualidade de substituição de cargos electivos da estrutura da Direcção, na qual estatutariamente Presidente e Vice-Presidentes podem ser substituídos a todo o tempo, nem pensar. Gonçalo Xufre continuará, previsivelmente, pelo tempo que conseguir, a  fugir.  Mas, é bom que isso fique claro, não tem legitimidade democrática para falar em nome do SNESup ou para assumir compromissos em nome deste.

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6 Respostas to “XUFRE FOGE A PLENÁRIO”

  1. luigi Says:

    Não me estranho esse comportamento do GX… Ele parece ser do tipo “eu quero, eu posso e mando”. Cá para mim o SNESPSUP vendeu-se ao inimigo. EOu seja os principios democráticos não
    lhe estão no espirito. Não bastava a fenprof….

  2. ajmorais Says:

    Caro luigi,
    os princípios democráticos estão no espírito e nos estatutos do SNESup. Infelizmente, como em todas as democracias, há quem não seja democrático e faça golpes de estado.

  3. M Says:

    O senhor Gonçalo Xufre ainda tem “idade” para assumir as consequências dos seus actos. Leia-se septo nasal, em vez de idade.

  4. evespertina Says:

    O que aqui descrevem é um problema que se arrasta de há longa data e, daí, nas minhas intervenções neste forum perguntar sistematicamente se a direcção do SNESUP é constituída por apenas uma pessoa. Não era nada de que se não estivesse à espera.
    Estranho, sim, que apenas o Ivo e o Moutinho se fossem manifestando acerca deste mal estar, correndo o risco de vir a ler “algumas pessoas usam têm vindo a usar o fórum SNESUP como arma de arremesso”. Na altura em que ambos iam intervindo, pergunto de novo, onde estavam os restantes membros do SNESUP? Até parecia tratar-se de um caso pessoal que não envolvia os restantes membros da direcção.
    O SNESUP dispõe de meios para resolver um problema como o aqui descrito e de advogados também. Caso o problema não seja resolvido, depois do que aqui foi dito, poderá ser feita a leitura “estão coniventes, mas vêm demarcar-se publicamente”? Reparem que não seriam os primeiros, o mesmo sucedeu com os membros do CCISP que publicamente se dizem aos lados dos decentes, como se eles também não fizem parte do dito organismo. De muitos outros casos se poderia também falar.
    A bem ou a mal, queiram ou não, foi deixada aberta uma porta para que estes factos viessem a acontecer.
    A informação foi recebida pelos associados e eu pergunto, “e agora, que querem que eu faça”? Pelo que é sugerido nesta intervenção (não sou eu que o digo, entenda-se), o problema é que o SNESUP se está a deixar cair pelo facto de permitir que o seu presidente, sem legitimidade democrática, fale em nome do sindicato e assuma compromissos em nome deste.
    É um problema que terão que resolver e não adianta fazer queixinhas deste ou daquele. Tenha o Gonçalo Xufre legitimidade ou não, tudo o que fizer tem a chancela do SNESUP pois continua a ser o seu presidente.

  5. evespertina Says:

    Não sei se repararam, mas em dada altura surgiu a hipótese da posição tomada pelo Cunha Serra não ser a da FENPROF, mas sim a duma ala deste sindicato conotada com um certo partido político.
    Acham que alguém se acreditou? A posição foi assumida pela FENPROF e os docentes sabem bem disso. Não corram o mesmo risco ainda mais numa altura em que estão para comemorar os 20 anos do SNESUP.

  6. ajmorais Says:

    M.,
    o problema é quando os seus actos colocam em causa a credibilidade do SNESup e da sua direcção.

    evespertina,
    parafraseando o Churchill: “Ninguém pretende que a democracia seja perfeita ou sem defeito. Tem-se dito que a democracia é a pior forma de governo, salvo todas as demais formas que têm sido experimentadas de tempos em tempos.”.
    Se olharmos para a forma “democrática” como o Ministro “negociou” os estatutos, percebemos as falhas da democracia. E o SNESup, como instituição aberta que é, com princípios democráticos, arrisca-se a que algumas pessoas no seu seio tenham tentações autocráticas.

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