Conferência de Imprensa

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O SNESup – Sindicato Nacional do Ensino Superior – promete apoiar os docentes dos ensinos Universitário e Politécnico que queiram continuar a luta por melhores condições de carreira.

 O Ministério da Ciência Tecnologia e Ensino Superior (MCTES) deu por concluído o processo negocial de revisão dos estatutos de carreiras universitária e politécnica. Num comunicado emitido pelo mesmo Ministério anunciou com pompa e circunstância a assinatura de um acordo obtido com vários sindicatos. Existem apenas duas estruturas sindicais com representatividade no ensino superior (mais de 95% dos sindicalizados): o Sindicato Nacional do Ensino Superior (SNESup) e a Federação Nacional dos Professores (FENPROF). Nenhuma destas estruturas subscreveu o acordo.

Entre as razões que impediram o acordo entre o SNESup e o Ministério figuram:

– Um processo de transição inaceitável para os docentes do Ensino Superior Politécnico, porque discriminatório em relação ao ensino universitário, porque estabelece novas exigências sem fornecer aos docentes apoios reais para as satisfazer, e porque conduzirá ao desemprego muitos docentes que há muitos anos suportam este sistema de ensino Como consequência teremos muitos docentes, há muitos anos nas escolas, que deixarão de fazer parte destas sem terem tido a hipótese de melhorarem as suas habilitações sendo que muitos deles, ao contrário do que o Sr. Ministro afirmou por diversas vezes, entraram para a carreira por concurso público;

– A não preservação integral, no processo de transição relativo ao ensino superior universitário, das garantias dos seus actuais docentes;

– A transferência para regulamentos a aprovar pelas instituições de ensino superior de matérias que deveriam integrar os Estatutos de Carreira e a não previsão da negociação colectiva desses regulamentos;

– A inexistência de balizas para a elaboração de Regulamentos de Serviço Docente pelas instituições;

– A consagração de um regime remuneratório e de avaliação de desempenho bastante obscuro também ele remetido para regulamentos;

– A não definição de enquadramento adequado para a contratação de professores e assistentes convidados, onde a representante do Ministério das Finanças nas negociações sublinha ser agora possível contratar docentes a 99 %, isto é num falso regime de tempo parcial;

Relativamente à revisão dos estatutos de carreira do Politécnico é importante referir ainda que construir um estatuto sobre um pilar que simplesmente não existe é de uma insensatez terrível, além de não ser intelectualmente honesto. O título de especialista é um dos pilares de acesso à futura carreira mas no entanto não se encontra à data mem definido nem publicado. As diferentes versões a que, informalmente, tivémos acesso mostram um ziguezaguear constante que não augura nada de bom.

No comunicado do MCTES pode ler-se:

“A Federação Sindical da Administração Pública (FESAP) (em cujo âmbito negociaram a Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE), o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (SINTAP), o Sindicato Nacional e Democrático dos Professores (SINDEP) e o Sindicato Nacional dos Profissionais da Educação (SINAPE)), assim como o Sindicato dos Professores do Ensino Superior (SPES) e o Sindicato Nacional dos Professores Licenciados (SNPL), concluíram pela assinatura de um acordo global com o MCTES.”

Pretendemos reafirmar que estes sindicatos podem dar-se ao luxo de assinarem um acordo global com o MCTES pela única e exclusiva razão de não deterem nenhuma representatividade no Ensino Superior. Fica agora compreendido o porquê do MCTES nunca ter respondido ao pedido do SNESup, enviado antes do início do processo negocial, para que se efectuasse uma aferição de representatividade dos sindicatos. Caso os sindicatos em causa detivessem qualquer tipo de representatividade nunca poderiam assinar pois estas propostas finais apresentam vários problemas e não detêm a aprovação dos docentes.

A contestação à revisão de estatutos, em particular ao regime de transição imposto para o subsistema Politécnico, continua e muitas têm sido as solicitações por parte de docentes para que o SNESup os continue a apoiar nesta luta. O SNESup tem para com estes docentes o compromisso de os continuar a apoiar na luta por uma transição digna. Neste sentido, e com o objectivo de proporcionar enquadramento legal aos docentes que pretendem manifestar publicamente o seu desacordo relativamente ao processo em causa o SNESup lança hoje, 2ª feira 29 de Junho, um pré-aviso de greve às avaliações no subsistema Politécnico que se irá iniciar a 7 de Julho e que terá a duração de uma semana.

Para o SNESup os sindicatos representam pessoas e por muito “bons” ou “bonitos” que sejam os “edifícios” que se pretendem construir não se pode nunca descartar as pessoas que já habitam os “edifícios” actuais. Gostaríamos de declarar ainda que não se poderia chegar a acordo com o MCTES sem obter a aprovação dos docentes que nos últimos meses protagonizaram concentrações, paralisações e manifestações de desagrado nas instituições de ensino superior e junto aos órgãos de soberania. É por eles, e pela justeza das suas reivindicações, que o SNESup procurará por todos os processos aos seu dispôr inverter esta situação indigna e injusta.

Lisboa, 29 de Junho de 2009.

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68 Respostas to “Conferência de Imprensa”

  1. mais um que lamenta Says:

    espero que desta vez consigamos colocar algum juízo na cabeça de alguém… resta saber quantos vão participar nesta greve.

  2. Doutorado na Diáspora Says:

    Na minha modesta opinião não vão longe com a greve às avaliações e volta-se o feitiço contra o feiticeiro.

  3. Doutorado na Diáspora Says:

    Para um estudo comparativo entre propostas de Estatuto em Portugal e Espanha, aqui vai o link para a 2.ª Versão da Proposta do Governo Espanhol.

    Não serve para os Equiparados, mas serve para situações de quem está no quadro como Assistente ou Professor Adjunto com habilitações ao nível de licenciatura ou de mestrado.

    Disposición transitoria segunda. Titulares de Escuela
    Universitaria.

    De acuerdo con lo señalado en la disposición adicional segunda de la LOMLOU, los funcionarios integrantes del cuerpo de Profesores de Escuelas Universitarias, en tanto no se integren en el cuerpo de Profesores Titulares de Universidad, permanecerán en su situación actual y conservarán su plena capacidad docente y, en su caso, investigadora.
    El Gobierno establecerá los criterios y baremos específicos para la promoción en la carrera horizontal de estos funcionarios, diferenciando en su caso, entre doctores y no doctores.

    http://gdc.feteugt.es/cuteeditornet/imagenes/2009/Universidad/4.PropMICINN.PosicionFETE/UNIVBorradorEstatutPDI080609VERSION2.pdf

    SERÁ QUE OS SINDICATOS VÃO MUNIDOS COM DOCUMENTOS COMO ESTE PARA AS MESAS DE NEGOCIAÇÃO? Não me parece…

    • Ismenio Says:

      Li muito pouco, em diagonal como se costuma dizer. O que li não me pareceu mal. Mas repare, é o estauto do universitário. A proposta de Mariano Gago para o ensino universitário, salvo o problema dos leitores, é o que se chama ouro sobre azul.

      Não tem nada a ver com a prposta do politécnico.

      • Doutorado na Diáspora Says:

        Estimado Doutor Isménio,

        O Politécnico em Espanha (Escuelas Universitarias) está integrado nas Universidades, ainda muito mais integrado que o Politécnico de Faro na UALG.

        Neste momento estão a criar carreiras horizontais. O que diz este artigo do período transitório é importante para quem não está doutorado e não pode passar para a categoria de Professor Titular de Universidade, como ocorre com os licenciados que são professores titulares de escola universitária.

        Creio que há casos idênticos no nosso politécnico.

      • Ismenio Says:

        Não sei se compreendi muito bem a problemática da carreira do ensino superior esponhol. Neste momento não me preocupa muito.

        Em Portugal, por força do RJIES, as carreiras universitária e politécnica são absolutamente estanques. O que é algo que subscrevo.

  4. Doutorado na Diáspora Says:

    Em França o pessoal também anda em luta!

    Um interessante artigo sindical sobre investigadores: http://www.sncs.fr/IMG/pdf/Emploi_dans_les_organismes.pdf

  5. Doutorado na Diáspora Says:

    SNESUP à francesa…

    Em destaque: Dossiers d’actualité – Atomisation des statuts des personnels

    Neste link: http://www.snesup.fr/Le-Snesup/Dossiers-actu?cid=3699

  6. equi-MEXIDO Says:

    Deixem-me, por uma vez, ser advogado do diabo:

    Das duas uma:
    a) Ou o SNESup dá o corpo ao manifesto e começa com verdadeiras acções de mobilização dos docentes, promovendo reuniões e utilizando os delegados sindicais para criar um ambiente efervescente e antiGaguejante (com Zés Pereira se for preciso), e, nesse caso, a greve poderá resultar (nalguns IP’s)….

    Ou…

    b) A dinamização não surge… o pessoal não faz greve (porque o contrato pode não ser renovado e até já se tem 6 (!?!) anos garantidos…) e… a culpa já não é do SNESup, que fez aquilo que podia, mas os docentes não aderiram… Nada melhor para se justificar uma declaração de não-acordo, como a patética FENPROF….

    Vamos ver o caminho que isto toma… Das duas uma…
    Em qualquer dos casos, lá estarei.

    • Doutorado na Diáspora Says:

      Os IP’s 192.168.1.64;192.168.1.65; …; 192.168.1.98 nem com Zés Pereira lá vão! Deve ser problema do DHCP!

      Quanto aos outros, vejo tudo muito murcho e com pouca criatividade. Já sugeri utilizarem um mínimo de 12.000 petições enviadas com aviso de recepção para o Palácio das Laranjeiras, mas ninguém parece perceber o impacto de uma medida destas.

    • Vitinho Says:

      Atenção os docentes só vão ser mobilizados se se deixarem mobilizar… Não me parece que seja com sessões de esclarecimento… Depois disto tudo vocês acham que as pessoas já não estão a par do que se está a passar? É assim nem todas as escolas do politécnico sofrem de indêntico problema com a aplicação destes estatutos, mas uma coisa é certa eles vão ser aprovados e públicados… Esta luta pode ser encarada como que a luta para que pelo menos alguém mude o regime transitório para melhor… é disso que esta greve trata, pressão sobre o governo e ministro em particular para que eles decidam mudar a razão pela qual dois sinidicatos não assinaram o acordo… correcção os únicos dois verdadeiros em termos de representação. Claro que a FENPROF deu um tiro no pé com aquela acta e declaração que deveria ter começado pelos aspectos positivos, mas percebemos bem porquê… Amizades pelo meio estragam tudo… Pior a mensagem que foi passada para dentro da AR, foi que as coisas nem estavam tão mal assim… Espero que as pessoas mostrem que não é bem assim, que querem estabilidade depois dos anos que já deram Às instituições, que no minimo querem aquilo que foi dado à Universidade. Lutem gaita, nós não conseguimos mais do que conseguimos até agora sozinhos, e não me obriguem a passar por mentiroso quando vou falar com deputados e orgãos de comunicação social a dizer que falo por uma maioria dos docentes do politécnico quando digo que este regime transitório não serve… Por causa desta história tenho atrasado as minhas coisas, não me façam sentir mal…
      Já agora vejam a reportagem:

      http://tv1.rtp.pt/noticias/?t=Professores-dos-Politecnicos-em-greve-uma-semana.rtp&headline=20&visual=9&tm=8&article=229514

      Cumprimentos

      • evespertina Says:

        Vitinho
        Da minha parte garanto-te que conheço, pelo menos cerca de 180 pessoas (posso contactar mais) que não sabem o que se passa nem estão a par do que é uma greve às avaliações.
        Até querem participar, coitados, mas de facto não estão informados e dizem que não vão arriscar a que depois sejam 2 ou 3 a aderir à greve.
        Também te garanto que há unidades orgânicas de instituições que não estão sensibilizadas para o problema.
        Relativamente a estas duas questões, até já contactei elementos do SNESUP e solicitei que esclarecessem os docentes e as instituções e pedissem a compreensão das instituições para esta situação, à semelhança do que fizeram quando se fez a paralização e a manifestação em Lisboa.
        Eu escandalizo-me com o que vou dizer e até comento o facto aqui neste fórum, mas há pessoas que estão ainda na fase da aceitação. Posso dizer-te que, ao meu lado, a partilhar o mesmo espaço físico que eu tenho 12 caso desses. E depois vêm outros assaltar estes “indecisos” com conversas do género, mas afinal até nem é mau, vocês vão continuar até na situação em que se encotram actualmente e, com um bocado de sorte, até podem ser contratados como convidados.
        Há instituições onde 2 ou 3 docentes andam a lutar sozinhos contra a maré!

      • evespertina Says:

        Para tua consolação, por causa desta história também tenho atrasado muitas coisas. Por vezes até penso que, por causa de eu não ter abandonados as contratações precárias quando achei que era demais e não o fiz. Também atrasei muitas outras coisas da minha vida, tanto pessoal como profissional, ao ponto de agora já nem ter idade para concretizar algumas delas. Mas os nossos familiares nem sempre são bons conselheiros e, em alguns casos, a sua opinião pesa mais do que a nossa.
        Estamos todos a passar pelo mesmo e a minha história é a de todos os outros colegas no seu imo, embora rodeada de contornos diferentes. Se serve de algum consolo…
        A mim não serve pois eu não posso dizer que não sabia que iria ser assim. Desde há cerca de 6 anos para cá que eu previa que as coisas fossem ser assim, mas na altura tratavam-me como louca e mandavam-me escrever livros de ficção.

  7. Doutorado na Diáspora Says:

    Só mesmo os Professores Britânicos para se defenderem com UCU

    http://www.ucu.org.uk/

    Outros que andam em luta, por exemplo, para defenderem 330 postos de trabalho na London Metropolitan University.

  8. Doutorado na Diáspora Says:

    O blog para salvar a London Metropolitan University de uma série de maldades… http://savelondonmetuni.blogspot.com/

  9. equi-MEXIDO Says:

    Título de especialista: este tem servido para desmobilizar muitos docentes, nomedamente os colegas das áreas de gestão e afins (refiro-me ao que conheço na minha instituição de ESP). Em todas as iniciativas em que participei apenas encontrei um colega desta escola… que já pertence ao quadro.
    Acreditam eles que, com o título de especialista, vão conseguir concorrer a uma vaga e disputar o lugar com os doutorados nestas áreas… O SNESup deverá investigar estes concursos?

    Serão “concursos com fotografia” ou serão apenas ingénuos?

    • Ismenio Says:

      É pura verdade, só que eles ainda não perceberam que o título de especialista não salva ninguém.

      Sem qualquer menosprezo pelos colegas, estão a ver um júri externo a optar por um especialista, licenciado ou mestre, em detrimento de um doutor? Esse júri teria de “pedalar” muito na fundamentação.

      Os colegas dos cursos de gestão, particularmente na UALG, estão a ser enganados. Se as coisas não mudarem de rumo serão muito prejudicados.

    • evespertina Says:

      E neste momento nem se sabe o que é um especialista. Todos nós somos especialistas, tanto nas áreas em que fizemos mestrados e doutoramentos como nas nossas áreas de investigação.
      Eu penso que estes colegas estam a disputar os lugares de docente convidado. Se forem especialistas em alguma coisa então melhor, podem sempre ser convidados.

    • Doutorado na Diáspora Says:

      Cheiram-me a “concursos com fotografia” e em moldes idênticos aos de algumas provas públicas para Professor Adjunto a que já concorri. Contra doutores externos, mestres internos, e outros distintos adversários com currículo bastante interessante – surpresa das surpresas – ganha o licenciado da casa que, qual outro Gago, fartou-se de gaguejar nas suas provas.

      Caso para dizer, ia um tal de Mariano pela rua e resolve perguntar a um transeunte – Poor faavoor, on on on de é que fi fi fi ca a Esco Esco Escola Sup Sup Superi or pa pa para Gá Gá gagos?

      Responde-lhe o transeunte – Mas para que quer o Senhor Saber? Já gagueja tão bem!

      • Ismenio Says:

        Gostei. Afinal o nosso DD tem sentido de humor.
        Sublinho a palavra NOSSO.

      • Ismenio Says:

        O DD já está tão integrado na coisa que até tenho andado a pensar num justificação credivel para contratar um etólogo para um departamento de engenharia electrotécnica.

        O edital, com fotografia, teria de conter algo como: especialista em etologia do campo electromagnético. Ninguém sabe o que é isso de etologia do campo electromagnético, o que é, sem dúvida, uma vantagem do tipo “o rei vai nú”.

      • Doutorado na Diáspora Says:

        Já agora… profundos conhecimentos de gradiantes e de equações de Maxwell marrados nas sebentas do Professor Noémio Marques (FCL) e exímio construtor de gaiolas de Faraday. (ah ah ah)

        Se a coisa for pela via da Termodinâmica, ainda me lembro alguma coisa das lições do Professor José Pinto Peixoto. Pelo lado da electrónica do Sousa Lopes, com adequados conhecimentos na utilização dos célebres 747 e de técnicas de bootstrap. (eh eh eh)

      • Ismenio Says:

        Talvez 741.

      • Doutorado na Diáspora Says:

        Sim, os 741. Já tou como à outra que tinha uma grande “escandelose” em lugar da “espandelose”.

      • evespertina Says:

        Caro DD, apesar de parecer tua opositora, entendo o que se passa contigo pois também eu passei pelo mesmo. Num espaço de 5 anos concorri para (fui ver há pouco) cerca de 23 concursos por fotografia, até que um dia entrei sem fotografia, por mérito próprio para um presente que, afinal, estva já envenenado.
        Não penses que os concurso abertos ao público em geral não terão fotografia. Eu até já conheço a fotografia que vão por no edital para a “admissão honrosa” de alguns docentes e amigos que nos irão substituir.

      • Doutorado na Diáspora Says:

        Cara Evespertina,

        Eu sei disso, razão de ter escrito noutro “post” que o Júri coloca quem entende sem que tenha de fugir à legalidade. Tinha alguma esperança neste projecto de estatuto, mas a após leitura atenta já vi que não serve a quem está de fora e pretende entrar por mérito, e – infelizmente! – só serve para tramar a vida a muitos equiparados de uma forma muito airosa.

        Vamos passar a ter no politécniso a endogamia e endogenia do Universitário. Basta ver que está tudo caladinho com o ECDU, salvo o tema dos Leitores. Basta ver as “perseguições” a quem tinha um blog com bastante humor.

    • ivogoncalves Says:

      No mandato da actual Direcção o SNESup não denunciou um único concurso com fotografia.

  10. M Says:

    O DD já teve bastante sentido de humor quando remeteu o video do Rowan Atkinson, dizendo que talvez uma aula dele (DD) no politécnico fosse assim… Vi e gostei. O monólogo é genial.

  11. MM Says:

    É PRECISO INSISTIR NA TECLA de que no ensino universitário os colegas com o doutoramento passam ao quadro (grosso modo), ao passo que nós com o doutoramento, disputamos concurso. Quando nos disserem que as carreiras não são iguais, então aí dizemos que isso não é verdade, porque elas agora equivalem-se no topo e o grau de acesso será o de doutor. Vamos insistir neste ponto: DOUTORAMENTO = FIM DA PRECARIEDADE, TANTO NO UNIVERSITÁRIO COMO NO TÉCNICO (POLI). Vamos usar o método KISS nos mídia —- DOUTORAMENTO = FIM DA PRECARIEDADE, TANTO NO UNIVERSITÁRIO COMO NO TÉCNICO (POLI). Se for preciso, repetimos até à exaustão. A opinião pública está a começar a ficar connosco.

  12. M Says:

    DD: desculpa a ignorância, mas qual a actidade de um etólogo? Desconheço o termo.

    • Ismenio Says:

      Como o DD não responde. Ficou com medo de vir a ter um concurso com fotografia.

      Penso que a etologia estuda o comportamento animal. Se não estou enganado.

      No caso em análise, imagine-se o ilustre DD, com uma teleobjectiva a observar, por exemplo, as variações do comportamento de um campo electromagnético.

    • Doutorado na Diáspora Says:

      Isso mesmo, estudo do comportamento animal. Por exemplo, comportamento autofago entre ratazanas. É uma disciplina com muita aplicação actual na Psicologia Social e na própria Gestão.

      • Ismenio Says:

        Não é possível induzir autofagia aos políticos? É que assim, o problema resovia-se per si. Este e outros.

      • Doutorado na Diáspora Says:

        Mas isso é mato… no PS! (ah ah ah) No PSD também consta que sim. No CDS idem idem aspas aspas.

      • Ismenio Says:

        Mas, o que eu queria é que fosse pior do que com as ratazanas. Com eles vivinhos da silva. A comerem-se, de facto, uns aos outros. À dentada. Eu até pagava bilhete para ver.

      • evespertina Says:

        Os políticos lêem mais John Nash: Jogos cooperativos e Jogos não cooperativos, mencionados há muitos posts atrás pelo colega Viriato no seu grito de alerta.
        Os que, de vez, em quando vão pelo esgoto são sacrifícios em nome da causa (dos outros, claro, há que sacrificar alguém de vez em quando para acalmar os Deeuses).

    • evespertina Says:

      Olá DD, então deves ter ficado fascinado com um dos livros do nosso escritor laureado pelo Nobel na diáspora por espanha: Ensaio sobre a Cegueira. mas eu continuo a guiar-me muito pelo velhinho “Zoo humano” especialmente do que diz respeito ao comportamento animal em cativeiro.

  13. M Says:

    Vitinho: fala-se que se o PSD ganhar as legislativas, MARIA DA GRAÇA CARVALHO será Ministra do Superior. Ela já o foi no governo de Durão Barroso (foi 4.ª na lista às Europeias). O programa de governo estará pronto em finais de Julho. Quem o está a redigir é o Mota Pinto, de Coimbra. O que pensas de uma delegação da comissão de combate começar a atacar a futura ministra, aí em Lx, e outra em Cbra, com o Mota Pinto? É uma ideia interessante, não achas?

    • Ismenio Says:

      Seja qual for o partido do futuro(a) ministro(a) penso que seria de muito mau tom começar a ataca-lo(a) sem se ter ouvido o que pensa sobre o assunto.

    • Doutorado na Diáspora Says:

      Tirem-me desse filme! Uma Mecânica! Se bem me lembro, a que queria instituir as Universidades Politécnicas. Algumas das ideias dessa Senhora põem até em pé os cabelos de um careca como eu! Se o PSD não tem melhor… isto vai mesmo mal!

    • Vitinho Says:

      Existe quem ande a tentar saber se é ela que vai para o lugar caso o psd ganhe… Mas depois de ter ganho as europeias não sei… De politica sei pouco, mas já iniciei contactos no sentido de que todos os partidos considerem nos seus programas a questão do regime transitório, e o que consegui apurar a posição da FENPROF não ajudou muito para que eles considerassem isso um aspecto fundamental a considerar já no inicio da próxima legislatura… são os tais tiros no pé… Acabo por não perceber quem é que percebe pouco de politica se eu ou quem andou a negociar, sinceramente espero que seja eu, porque eu percebo mesmo pouco…

    • evespertina Says:

      Mota Pinto
      Já no meu tempo se dizia que este iria chegar longe por, nas fotografias que lhe tiravam, o acharem muito parecido muitas vezes com o pai e outras com o padrinho.
      Sabem de quem era ele afilhado de batismo (agora não é anedota) do falecido Orlando de Carvalho (bastião comunista da faculdade de direito da Univ. de Coimbra e católico de comunhão diária).
      Era um “gajo muito porreiro” adorado pelas muidas, giro, e depois teve que tomar um banho, vestir um fato e fazer-se à vida.

      Lembrem-se duma coisa: o PSD quando é oposição contesta, pois é esse o seu papel, mas se alguém consegue concretizar uma “boa idéia”, não vamos alterar, está muito bem, e ao fim e ao cabo estes tipos do PS até conseguem fazer o que nós queriamos sem terem grande contestação, eles que vão trabalhando para quando lá chegarmos a casa estar minimamente arrumada.

  14. Vitinho Says:

    Hoje fiquei a saber que até os deputados estão espantados com a posição da FENPROF… E percebem a falta que faz a união neste caso… alguém daqui consegue de alguma forma pressionar a FENPROF a começar a convergir com a vontade dos docentes do politécnico? Dava cá um jeitão…Os deputados ainda não perceberam como os equiparados puderam ser deixados assim a prazo durante seis anos que com alguns truques eventualmente pode ser extendido a quase 10 nas escolas em que quem está à frente assim o deseje. Como é que não é criado um sistema de transição justo… Incrível não é, como alguém se pode contentar com tão pouco… Porque será?

    • Ismenio Says:

      Os 6 a 10 anos são uma falácia. Os concurso têm de ser abertos no prazo de 5 anos. Quem se doutorar depois já não terá lugar para concorrer!!! (Art.º 14º, nº 1, do regime de transição).

      É necessário denunciar isto. O estauto, além de injusto, está armadilhado.

      Já escrevia cartas ao Jerónimo de Sousa do PCP e à intersindical a denunciar a actuação da FENPROF. Penso que muitos dos dirigentes da FENPROF são militantes do PCP. Se recebessem muitas cartas dos docentes, talvez começassem a reconsiderar.

      • Ismenio Says:

        Os 6 a 10 anos só têm interesse para aqueles que tenham idade para se reformar.

        Todos os outros têm de terminar o doutoramento no prazo de 5 anos.

        Só que não há condições para dispensar tanta gente em 5 anos. Mesmo que aprovassem programas de dispensa total, nalgumas áreas de conhecimento, seria impossível contatar tantos substitutos.

        O estauto está feito para que possam entrar os doutores de fora. Nas versões anteriores, claramente. Agora, pela calada.

    • evespertina Says:

      Eu já tinha falado nisso, mas o Ivo exalta-se quando falo na FENPROF pois pensa que ando “amigada” com eles.
      Ponto fraco da FENPROF e do Mário Nogueira:IMAGEM.
      Se formos falar deles para a comunicação social vão ver como se tocam.
      Quando fiz um re-envio (às 2h da manhã) à FENPROF, GCTP, e sindicatos da FENPROF da notícia do colega Isménio “A vergonha da FENPROF (ou a falta dela), às 9h respondeu-me pessoalmente o Mário Nogueira e os responsáveis pelo superior dos vários sindicatos (menos o Cunha e Serra). Mário Nogueira disse, entre outras coisas: como pode ser a FENPROF caluniada desta forma?
      Depois passou a explicar-me tintim por tintim, numa tentativa de me convercer, a posição que tinham tomado e respondeu a todas as perguntas que lhe coloquei. É lindo, não é? Um homem tão inacessível e ocupado que até tem tempo para estar nesta troca de impressões com um não associado.

      • Ismenio Says:

        Eu deixei de ser informado e/ou de ser convidado a assistir a reuniões da FENPROF. Muito democrático, não acham?

        Nunca fui sindicalizado mas enviavam-me a newsletter da FENPROP (tal como continua a fazer o SNESUP). Deixaram de me enviar.

        Acho que entrei para a lista negra da FENPROF.

  15. M Says:

    ISMÉNIO: “ATACAR” = trabalhar = sondar = aferir da sensibilidade = inflluenciar. Faltaram-me as aspas, há pouco.

  16. MM Says:

    “vdurante seis anos que com alguns truques eventualmente pode ser extendido a quase 10 nas escolas em que quem está à frente assim o deseje”. Não entendi, Vitinho: como se pode chaegar aos 10 anos? Não é isto que está na proposta do Gágá.

    • Vitinho Says:

      Eu explico, nada tem a haver com o facto de depois se ficar, pode é ser garantido que podemos ficar a prazo durante dez anos. Passo a explicar se os contratos forem renovados de forma a digamos acabarem um mês antes dos seis anos, está nos estatutos penso eu que podemos ter contratos de quatro anos, pelo menos alguns de nós, isso estende o prazo a quase 10 anos. claro que concordo com o Isménio, mas depois não há lugar, é verdade, mas podemos ficar contratados se quem mandar na escola ou nas contratações quiser. Agora o que o ministro não explicou e os estatutos tb não é como vão resolver o problema financeiro das escolas se todos os que entrarem forem de fora, Há-de existir uma altura em que todos os que estão em regime transitório mais os que entraram por concurso serão muitos mais do que os necesários para lecionar e depois? e o dinheiro?´

      Já perceberam os 10 anos, os 10 anos é o tempo que podemos ficar a prazo no máximo, desde que haja vontade de instituição, foi isto que o Cunha e Serra ficou todo contente… Acho que ele pensou que o pessoal tinha todo a idade dele e depois íamos todos beber uns copos com ele…

      • Ismenio Says:

        Vitinho, peço-te imensa desculpa, mas não conecia a tua faceta de ingenuidade. Não fiac mal a ninguém. Eu próprio sou muitas vezes ingénuo.

        Como se resolve o problema financeiro? Simples e cruel.
        Por cada doutor que entrar de fora é um equiparado que é despedido. Não te esqueças que, na maior parte dos casos, as renovações de contrato não são automáticas.

        Já sabes como é. Se não houver suporte financeiro, o serviço do equiparado seguinte não foi relevante e não poderá ter o contrato renovado.

      • Ismenio Says:

        Artigo 6.º
        Regime de transição dos actuais equiparados a professor e a assistente

        2 – Até ao fim de um período transitório de seis anos contado a partir da data de entrada
        em vigor do presente decreto-lei, podem ainda ser renovados,…

        SUBLINHO: podems ser renovados. Não têm de ser renovados

        3 – No período transitório a que se refere o número anterior,…

        b) São automaticamente renovados, salvo decisão expressa em contrário do órgão legal e estatutariamente competente da instituição de ensino superior…

        SUBLINHO: salvo decisão expressa em contrário.

        ASSIM se resove o problema financeiro!

        ESTE ESTATUTO É UMA FALÁCIA

  17. M Says:

    ok. Amigos, boa noite. Descansem bem.

  18. mais um que lamenta Says:

    Pelo menos já se conseguiu chegar à televisão com mais destaque, o que não é nada mau. Agora resta saber quem conhece o Marcelo Rebelo de Sousa e quiçá, a Manuela Moura Guedes – agora que a TVI está “livre” de novo do governo, pode ser que continue a falar mal do mesmo, e embora muita gente não goste da MMG, a verdade é que quase todos conhecem ou ouvem falar das suas entrevistas. Pelo meio fica o Corredor do Poder e Nós por Cá. Penso que deveriam ser todos atacados em simultâneo e na mesma semana de greve.

  19. Vitinho Says:

    É isso que não está claro, porque os estatutos obrigam a que os equiparados que tenham cinco anos e doutoramento ou 12 e qualquer grau, sejam obrigatóriamente contratados durante 6 anos e só possam não ver o contrato renovado caso exista uma razão cientifica… pelo que sinceramente não sei como financeiramente eles resolvem isto… É mesmo assim a sério, por isso o Cunha e Serra veio dizer aquela história de que os sindicatos agora tinham de andar em cima para que os estatutos fossem cumpridos… Este foi o rebuçado final do Gago, a questão é que estamos a prazo… Foi isto que comprou o resto que faltava do Cunha e Serra, isto e aquela possibiliade de poder sem contratado para a área de jardinagem e paisagem e depois para paisagem e jardinagem… entendes a ideia, mas mais uma vez isso depende de quem está na frente da instituição…

    • Ismenio Says:

      Coloquei, por engano, a resposta, num comentário anterior.

      Resumindo:

      b) São automaticamente renovados, salvo decisão expressa em contrário do órgão legal e estatutariamente competente da instituição de ensino superior…

      SUBLINHO: salvo decisão expressa em contrário.

      ASSIM se resove o problema financeiro!

      ESTE ESTATUTO É UMA FALÁCIA

      • Vitinho Says:

        Mas eles assumem que esse orgão legal é o cientifico… Ou seja os sindicatos acham que só nos mandam embora por razões cientificas… Mas eu percebo o que queres dizer…

      • Ismenio Says:

        É o científico. Mas o Director da Unidade Orgânica, o Presidente do Instituto ou o Reitor (no nosso caso) podem não dar provimento ao contrato se não houver cabimento orçamental. Sempre foi assim.

  20. Vitinho Says:

    Não se esqueçam de outro pormenor, a maior parte dos IP’s estão agora a rever os estatutos por causa do RJIES, pelo que pode acontecer que estatutariamente venha a ser outro orgão que não o cientifico a ter a última palavra, será que o Cunha pensou nisto?

  21. evespertina Says:

    Se o Marcelo Rebelo de Sousa não respondeu, também já não o irá fazer (o papel dele é comentar, falar mal e, depois disso …).
    Por outro lado, o Pacheco Pereira tem um novo programa na SIC Notícias, o “ponto contra ponto”, que está a ser muito visto pelos políticos.

  22. evespertina Says:

    Coloquei alguns recorte de impresa e coisas que venho a colecionar desde há anos no post “Mensagem de Mário Nogueira (dada a conhecer por um colega)”. Vão lá, se quiserem, claro, é muito clara a intenção do Gago. Acho que para o DD não vai ser novidade, penso que “também ele pensa o que eu penso” (és DD? se não és desculpa e corrige),mas muita gente está ainda na fase da negação.

    • Doutorado na Diáspora Says:

      Esta do «(és DD? se não és desculpa e corrige)» não entendi. No entanto, cá por mim, ao Mariano pouco importam pessoas como eu que nunca fui bolseiro de doutoramento da FCT (nem de qualquer outro grau) e que paguei tudo do meu bolso. Certamente, os doutorados importantes para meter no politécnico são os ex-bolseiros da Fundação nas diversas áreas do conhecimento e há muitos!

      Além disso, estes projectos de Estatuto do Politécnico e das Universidades são óptimos para os doutorados espanhóis que estão a trabalhar em situação precária, e é curioso que a mudança de estatutos andem em paralelo nos dois países. Outro dado curioso é que Bolonha tem andado mais depressa cá do que em Espanha.

      Por mim, parece-me claro que estes projectos de estatutos têm um “target” claríssimo de doutorados e não é propriamente para quem está bem colocado em instituições estrangeiras regressar ao país. Não me parece que quem esteja perto de ser ou já seja Associate Professor deseje voltar para Portugal. Muito menos vejo um Full Professor a concorrer em concurso Internacional para uma instituição portuguesa. Agora… Professores Titulares espanhóis que nunca mais conseguem passar a Professores Catedráticos por falta de vagas nos quadros, é coisa que já não me admira. Esses terão algumas vantagens em vir para cá, mas não para o Politécnico.

    • evespertina Says:

      Descupa, estava já muito canasada. Era para dizer, pensas, não pensas?

  23. evespertina Says:

    Por último,
    parabéns ao SNESUP.
    Gonçalo, ficas bem na televisão, até a minha mãe gostou de te ver.
    Atende ao que que pedi acerca de informar as instituições. Se a greve fracassar o SNESUP como ficará?

  24. a_explicitar Says:

    Os meus parabéns para os bons resultados de hoje do Snesup. Há que prosseguir em sentido ascendente.

    NOTA: necessário clarificar e divulgar modalidades de greve às avaliações. P. ex., o poder ela cingir-se à não publicação de notas (suponho).

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