Greve às avaliações

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Uma das formas de luta que foi constantemente sugerida nas reuniões realizadas nas diferentes instituições foi a greve às avaliações.

Sendo certo que as manifestações de desagrado têm de ter expressão pública porque senão não são eficazes, a greve às avaliações teria de ser algo com uma dimensão considerável pois não se pode confinar a um, dois ou três institutos ou faculdades(?).

As questões que lanço aqui para o fórum são as seguintes:

 No analisar das novas formas de luta em que medida devemos equacionar a greve às avaliações?

Quais as suas implicações?

Como deve ser implementada a greve às avaliações (fazemos e não corrigimos ou simplesmente não fazemos)?

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14 Respostas to “Greve às avaliações”

  1. Nuno Ivo Gonçalves Says:

    Podem ser emtidos pre-avisos para todas as escolas em que haj docentes organizados

    Podem ser emitidos pre-avisos para todas as escolas em que haja docentes organizados em número suficiente para que a acção tenha impacto.

    Podem ser envolvidas todas as estruturas do SNEsup – delegados regionais e delegados sindicais – que não o foram para as concentrações em preparação na 3 ª feira.

    Podem ser envolvidos os contactos do SNESup junto da comunicação social.

    Isto será o suficiente para manter a luta em aberto e a contestação visível.

    Por a alternativa entre fazer tudo, com todas as condições, e não fazer nada é a forma de não fazer nada…

  2. Ismenio Says:

    Não consigui voltar a encontrar no Forum do Snesup o “post” da paralização simbólica no dia 16.
    Desistiram???
    Os comentários tornaram-se incómodos???

  3. evespertina Says:

    Pedido de esclarecimento
    Neste blog os posts com mais de 40 mensagens são eliminados automaticamente, ou são os responsáveis pelo blog que têm que o fazer?

  4. evespertina Says:

    Cantado por Adriano Correia de Oliveira:
    “Venho dizer-vos que não tenho medo
    A verdade é mais forte que as algemas”

  5. MM Says:

    Caros colegas;
    Ontem um post tinha às 2 da manhã 35 comentários. Creio que seria importante não o eliminar, para estarmos mais mobilizados e servirmos de exemplo a quem por aqui passe. Podem por favor colocá-lo on line?

  6. Ismenio Says:

    Carta publicada no Blog do Professor Marcelo Rebelo de Sousa

    Caro Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa,

    Parece-me inevitável a derrota do PS nas próximas legislativas. Toda a gente começa a compreender que não basta fazer reformas. É necessário reformar para melhor. Como dizia a canção: …para pior, já basta assim…

    Sempre me identifiquei com a esquerda. No entanto, considero um dever patriótico votar, nas próximas legislativas, na “dama do seu coração” (do seu coração político, entenda-se).

    O licenciado José Sócrates conseguiu perverter o sentido da democracia ao tentar aplicar, mal, muitas ideias que já tinham sido defendidas pelo PSD. Deste modo, colocou em “maus lençóis” o maior partido da oposição. Democraticamente, conseguiu realizar o maior sonho de qualquer ditador: governar sem oposição. Salvo alguns aspectos positivos (todos os regimes ditatoriais os tiveram), a acção governativa/legislativa é um oceano de trapalhadas: volta Santana, estás perdoado.

    Outro assunto, embora relacionado…

    No “post” ESTATUTO DA CARREIRA DOCENTE, o Professor afirma: “Diploma de Mariano Gago em aprovação final. Com coisas boas, a louvar. E outras, más, que ainda podem ser corrigidas…”

    Voltei a ler a proposta de estatuto. Encontrei quase nada que justificasse a afirmação proferida.

    O relatório da OCDE recomenda a clara distinção entre o ensino politécnico e o universitário. Será que a exigência de 60% a 80% de doutores vai no sentido daquela distinção?

    Elimina-se a prova pública. Isto significará um aumento da transparência na contratação?

    Despreza-se a experiência profissional neste tipo de ensino: será que isto promoverá um aumento da qualidade de ensino?

    Promove o despedimento de 2000 a 4000 pessoas, independentemente das suas qualificações: além da injustiça, qual será o efeito na economia? No crédito mal parado? No consumo? (sei que são poucos).

    Exige doutores e exclui os mestres (anteriores a Bolonha) para leccionar licenciaturas que, de facto, têm nível científico semelhante aos antigos bacharelatos: será que isto vai no sentido de promover um ensino de orientação profissionalizante?

    Continua com a história, incompreensível, dos “especialistas”. Tenho falado com colegas, a trabalhar em empresas, com mais de 10 anos de experiência e projectos relevantes. Quando lhes pergunto se estariam dispostos a fazer uma prova (perante um Júri nomeado pelo CCISP), pensam que estou a brincar. Senão, morriam de riso!!!

    Exige que os membros de júris tenham categoria acima da dos candidatos. Num concurso para professor coordenador, os membros do júri teriam de ser professores coordenadores com agregação. No país, dificilmente, existirão 5 docentes com esta categoria!!!

    Exige uma maioria de membros externos nos júris de concursos. Aparentemente, para evitar que entrem docentes da própria instituição. No entanto, o Código de Procedimento Administrativo (se este artigo ainda não foi revogado) estabelece que os membros dos júris deverão ter em consideração o conhecimento pessoal que tenham sobre as capacidades dos candidatos. Compreende-se, se se quiser contratar o melhor candidato para as funções a desempenhar.

    e.tc.

    Confesso que ainda não encontrei as tais “coisas boas, a louvar”. Mas vou continuar a procurar.

    Com os meus melhores cumprimentos,
    Isménio Martins
    (Prof. Doutor)

  7. equi-MEXIDO Says:

    Vejo que pararam a paralização simbólica.
    Será porque o pessoal estava a mexer-se??
    Parece começar a faltar algum bom senso na Av. 5 de Outubro…

    Estarei lá na mesma e vou levar o resto da tarde a divulgar a iniciativa!!!!

    Afinal, demite-se alguém ou não?

  8. equi-MEXIDO Says:

    Em 1995 houve uma greve à avaliação. Como foi realizada? Lembro-me que não foram realizados exames e as épocas foram repetidas posteriormente.

    A greve que propõe poderá também ser semelhante à greve self-service efectuada (há já alguns anos) pelo sindicato independente dos médicos. Na altura foi bastante criticada e contestada, existindo dúvidas da sua legalidade (claro que a opinião publica ficou contra os médicos). A minha questão: é legal ou não?

    Esta greve teria de ser muito bem explicada aos alunos pelos docentes, salientando sempre a hipótese de repetição das épocas.

    A proposta que faz não pode ser lançada desta forma, de ânimo leve. Tem de ser devidamente enquadrada com os aspectos legais e explicada. As suas consequências terão de ser esclarecidas. Mas, é essa a função do sindicato. As dúvidas que coloca também eu as tenho, mas eu não sou dirigente sindical.

    A não ser que também esta proposta seja apenas outra “paralisação simbólica” para tirar a água do capote.

    Mas, mais uma vez, lá estarei.

    • Ismenio Says:

      Deveriamos manter a paralização simbólica, embora seja difícil sem a cobertura dos sindicatos.
      Pelo menos, aqueles que não tenham aulas no dia 16 da 15h às 16h, deveriam concentrar-se à porta das instituições. Deveriamos informar a comunicação social.

      Francamente, não consigo compreender o papel dos sindicatos. Será que andam a negociar para eles próprios?

  9. ya-equi Says:

    Como a outra petição ainda está em baixo foi criada outra.

    Aqui vai…
    http://www.peticaopublica.com/?pi=CCISP

  10. Regina Nabais Says:

    Segui o exemplo de uma das pessoas que aqui deixou diversos comentários.
    Deixei um extracto da mensagem que se segue, neste endereço do Parlamento: Comissão de Educação e Ciência, da Assembleia da República.
    http://www.parlamento.pt/sites/com/XLeg/8CECposRAR/Paginas/Contactos.aspx
    ________________
    Senhore(a)s Deputado(a)s,

    Talvez não estejam sensibilizados para o assunto referido em epígrafe, mas julgo que esta comissão possa intervir para aperfeiçoar o Documento e, com uma certa ambição, para melhorar as condições de toda a legislação nacional.

    Tem sido um péssimo hábito nacional que a legislação portuguesa seja publicada sempre de forma avulsa, e a relativa ao Ensino Superior nem se fala, quero dizer, nunca é consolidada com toda a legislação vigente, e nunca se exigem, previamente, avaliações de impacte.

    Assim aconteceu, mais uma vez, a actual proposta de Estatutos da Carreira docente do Ensino Superior, nomeadamente, a do Politécnico. Pior, como tem sido negociada em mesas separadas, está a suscitar elevada controvérsia no correspondente ambiente académico. As formas de contratação actuais do subsistema são dominantemente precárias, facto que ocasiona sentimentos de pavor na maior parte dos docentes, que estando condicionados pela precaridade nem se manifestam (são 3860 Equivalentes em tenmpo integrarl num universo de 8050 ETI, a que correspondem um total de 10265 PESSOAS – dados 31 de Dezembro de 2007).

    Tudo isto tem causado grande instabilidade, que incluem os sindicatos em especial o SNESUP e a FENPROF, que se vêem coagidos por diversos interesses de vários quadrantes. Para se ter uma ideia podem consultar um blog criado pelo SNESUP, neste site: https://forumsnesup.wordpress.com/

    As imprecisões e incoerências do documento proposto, a meu ver, são de arrasar, entre outras coisas parece-me que induz mais acumulação e dispersão indevidas de trabalho aos futuros docentes – mobilidades não especificads entre escolas e seus consõrcio, sem especificação da duração de jornadas mínimas e máximas de prestação dos serviços, e também me parece que pode induzir flagrantes confrontos com a legislação vigente. Apenas um exemplo do que me está a parecer poder tornar-se numa grande trapalhada, descredibilizadora do subsistema:
    Na última proposta de estatutos da carreira docente do politécnico disponibilizado pelo MCTES, a palavra ESPECIALISTA é referida por dez vezes, a propósito de tudo e de nada.
    Essa é mesmo a palavra chave que põe a anilha no subsistema politécnico — uma verdadeira linha de cumieira divisora de águas, entre os dois subsistemas — já que no subsistema universitário parece que os especialistas são desnecessários.
    E começa logo pelo RJIES, que remete para legislação posterior – um Decreto Lei – as condições de atribuição do título de especialista (Artigo 48º do RJIES). Aonde «anda» este Decreto-Lei?

    Pergunto isto, porque, pelo RJIES (Artigo 49º), 35% dos docentes do politécnico, quer sejam ou não Doutorados, precisam do título de Especialistas – que não é um título académico.
    O CCISP, entretanto, publicitou a possibilidade do próprio CCISP poder conferir o título de especialista em todas as áreas… (???)
    Para mim, já era difícil perceber-se como é que isso de conferir o título de especialista poderia ser feito, na prática; porque, em termos numéricos, o Politécnico precisa “coleccionar” cerca de 3500 Especialistas (aproximadamente, 35% dos cerca de 10.265 docentes – números de 31 Dez, 2007).
    O que parece é que se seria difícil na prática, na teórica pode stornar-se inviável:
    Na verdade, nem o MCTES, nem sequer o Governo podem, com credibilidade legal, pronunciar-se sobre este tema porque, o assunto parece ser, pela Constituição da República Portuguesa, uma competência relativa da Assembleia da República, contornável pelo Regime Jurídico das Associações Públicas Profissionais(http://www.dre.pt/pdf1sdip/2008/02/03100/0097300978.PDF).
    Veja-se, a este respeito, por exemplo, a interpretação da Ordem dos Enfermeiros, sobre a questão dos “especialistas”.
    (http://www.ordemenfermeiros.pt/images/contents/uploaded/File/sedenoticias/Novembro2008/PronunciaRegimeJuridicoEspecialista.pdf),
    Felizmernte, Doutorados, pelos rácios do RJIES, no politécnico, hão-de faltar já poucos se é que faltam (são já 1532), mas Especialistas “sem aspas”, então é que faltam mesmo, por motivos óbvios.
    Por exemplo, no caso de Engenheiros (http://www.ordemengenheiros.pt/Default.aspx?tabid=2035), a outorga do título Especialista requer experiência profissional de pelo menos 10 anos, e mais uns quantos elementos de prova (pelo menos 3 trabalhos que, naturalmente, comprovem a referida experiência profissional).
    Ver também artigo 48º, ponto 1 do RJIES: O título de especialista comprova a qualidade e especial relevância do currículo profissional numa determinada área.

    SUGESTÃO:
    Pelo que referi, parece-me que está na altura da vossa comissão poder tomar iniciativa de ajudar a pensar com mais clareza a problemática dos estatutos da carreira docente do politécnico; criando por exemplo, se for possível, um fórum de discussão sobre esse assunto ou discutindo o tema com quem de direito.
    Devo lembrar-lhes que o próprio RJIES não foi devidamente pensado e tem sido um alfobre de interpretações e decisões muito duvidosas.
    Declaração de interesses: Particularmente nenhum, a não ser estar a vivenciar de perto uma grande consternação e receios numa larga maioria de colegas mais jovens, com claros prejuísos de focagem nas questões de docência, propriamente, ditas.

    Saudações,

  11. Ismenio Says:

    Resovi criar um blog no SOL

    http://sol.sapo.pt/blogs/ismeniomartins

    Peço autorização aos colegas para colocar nele as vossas cartas e posições.

  12. Ismenio Says:

    Os endereços de e-mail dos deputados estão publicados no “Post” Endereços de e-mail, Attachment(s): emails.xls no blog:
    http://sol.sapo.pt/blogs/ismeniomartins

  13. Ismenio Says:

    No blogue
    http://sol.sapo.pt/blogs/ismeniomartins/default.aspx
    encontram-se as cartas que os colegas escreveram aos deputados e algumas das respostas que receberam.

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