Formação Profissional ministrada nas Escolas Politécnicas e nas Faculdades: Uma opção com futuro!

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A formação profissional em Portugal, em particular a formação contínua para activos, tornou-se um mercado apetecível para muitos agentes económicos privados que actuam neste campo. Por outro lado, boa parte da formação profissional contínua para activos limita-se ao cumprimento do mínimo disposto no actual código do trabalho e sem grandes preocupações quanto ao impacto futuro dessa formação na actividade da organização. Muito menor ainda é a preocupação no que diz respeito ao impacto da formação contínua na economia nacional e no combate ao desemprego estrutural (um fenómeno dinâmico que constitui bom ponto de partida para uma tese de doutoramento).
Os organismos públicos recorrem frequentemente ao sector privado para efeitos de cumprimento do seu plano de formação profissional, incluindo os próprios politécnicos (vid. http://www.ipcb.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=178&Itemid=353 ), quando poderiam utilizar recursos públicos já existentes. Porque razão não são as Escolas Politécnicas e as Faculdades a ministrar formação profissional certificada? Falta de interesse dos órgãos e dos docentes? Não me parece. Mais me parece que ao longo do tempo sobrepuseram-se outros interesses, de carácter muito particular, associados a expressões célebres como a do «menos Estado, melhor Estado».
No meu muito modesto entender, as Escolas Politécnicas e as Faculdades deveriam ser encaradas como as verdadeiras unidades de elite no combate ao desemprego estrutural e outros problemas relacionados com a qualificação profissional. Creio que Escolas Politécnicas e as Faculdades podem desempenhar um importante papel na reconversão profissional e na qualificação contínua dos recursos humanos portugueses, através de acções de formação profissional de carácter modular..
Por exemplo, este país tem enormes potencialidades não exploradas, entre elas, as dos recursos marítimos da nossa orla costeira. Todavia, somos um país de marinheiros… que fica em terra.

Não precisamos de criar novas licenciaturas e mestrados para ter recursos humanos qualificados em:
· Gestão de cruzeiros marítimos;
· Sistemas de energia marítima;
· Sistemas de dessalinização e produção de água potável;
· Manutenção de instalações e equipamentos biotecnológicos;
· Aquacultura e piscicultura;
· Gestão de energia em instalações e edifícios;
· Etc.

Salvo melhor opinião é suficiente ministrar formação contínua a quem já tem a formação inicial adequada. Não será de exigir aos organismos públicos que a formação profissional contínua seja ministrada pelas Escolas Politécnicas e pelas Faculdades?


Doutorado na Diáspora

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Uma resposta to “Formação Profissional ministrada nas Escolas Politécnicas e nas Faculdades: Uma opção com futuro!”

  1. NSousa Says:

    Numa altura em que todos os economistas estão de acordo que a saída para a crise é a qualificação para estimular criação de mais-valias, torna-se óbvio que devia haver uma forte aposta do estado no Ensino Superior. É que para gerar mais-valias é preciso saber-se… isso não se aprende só com experiência. Uma semana na faculdade pode poupar décadas a bater com a cabeça na parede.

    É por aí que devemos ir se quisermos que a opinião pública nos apoie.

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