Concentração – Agradecimento

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Em nome do SNESup, e em meu nome pessoal, gostaria de apresentar os meus agradecimentos sinceros a todos os colegas que na 3ª feira (12 de Maio) se juntaram à concentração em frente ao MCTES. O Ministro ficou manifestamente incomodado pois não gosta mesmo nada deste tipo de manifestações de desagrado. O que iremos obter neste processo de negociação está directamente ligado à força que demonstrarmos como classe. Estou convencido de que ainda iremos precisar de outras manifestações que devemos ter a capacidade de conseguirmos mobilizar. Que os colegas que ontem participaram sirvam de exemplo e inspiração a muitos mais.

Gonçalo Xufre Silva.

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5 Respostas to “Concentração – Agradecimento”

  1. Doutorado na Diáspora Says:

    Em condições normais, estaria do lado do SNESup. Sucede que algumas das posições defendidas pelo SNESup vão contra os meus princípios e valores. Não posso aceitar o propõem para os equiparados e convidados.

    Sou adepto do concurso público e não de uma situação de favorecimento como propõem. Já basta de compradios, amigos e afilhados. Já basta de concursos que mais parecem roubos de esticão, orientados para determinados licenciados e mestres, muitos dos quais nem se preocuparam em aproveitar o Prodep.

    Eu sou um dos muitos doutorados na Diáspora que esperam e clamam por justiça. Ora quem surpreendentemente nos está a fazer justiça é precisamente o Ministro Mariano Gago. Pasme-se!

    E não me venham com “estórias” de os “pobres coitados” estarem há muitos anos na profissão a preencher necessidades permanentes. Balelas! Estão lá sem qualquer concurso.

    Necessidades permanentes cobertas por contratados, (só que estses sujeitos a concurso) também as há no Ensino Básico e Secundário. Ninguém os integrou nem integra na carreira. Vão às listas do concurso 2009 do Ministério da Educação e vejam pelos próprios olhos o número de contratados com mais de 15 anos de tempo de contagem de serviço.

    Quem não tem medo, não teme concurso… Quem se doutorou, não pode ser prejudicado por quem pouco ou nada fez para adquirir novos graus académicos.

    Têm dúvidas sobre a existência de situações menos claras? Eu não! Basta-me observar os concursos com fotografia. os concursos que ficam parados porque o júri não sabe como descalçar a bota a favor do candidato preferido… e outras situações que são estranhas, como pai (do quadro) e filho (equiparado) na mesma Escola.

  2. Miguel G. Says:

    Espanta-me a contra-informação do Doutorado na Diáspora.
    O senhor afirma com convicção que quem preenche necessidades permanentes no politécnico não entrou por concurso…
    Enfim…
    A grande maioria (esmagadora) ENTROU POR CONCURSO. iSTO É FACTUAL.
    Tenha o bom senso de falar verdade, senhor doutor. Acha então justo que estas pessoas, se doutoradas daqui a 6 anos, andem a trabalhar para o senhor.
    Mas acha injusto que elas próprias, sendo doutores daqui a 6 anos, não fiquem no sistema.
    O que quer mais?
    Não quer vir já escolher o gabinete, o lugar para estacionar, as cadeiras para leccionar, os estágios para orientar, os exames para avaliar, os colegas para almoçar?
    Isto porque o senhor tem um doutoramento.
    Fazemos assim (é este o acordo): andamos mais 6 anos a trabalhar para si e para os profissionais das bolsas; andamos mais 6 anos a apostar no Politécnico e depois – já doutores – saímos do sistema. Vamos para convidados da n/ própria instituição que ajudámos a construir durante 20 anos.
    Se acho isto justo, o seu problema já não é (a falta de) bom sendo.
    É miopia.

  3. helga couceiro Says:

    O que aqui se retrata pelo Doutorado na Diáspora e pelo Miguel G. não é tão linear como parece, porque as situações não se devem generalizar. Se em alguns politécnicos, alguns entraram (a esmagadora?…. tenho dúvidas e trabalho num…) por concurso, em outros, isto não correspondeu à verdade.
    Também não é justo que um Doutorado ( além da própria pessoa, o Estado investiu também nele) ou Doutorando esteja no Desemprego (alguns deles, com experiência em ensino superior) e nas instituições existam professores (licenciados) que estão lá para:
    – ter um emprego e um “estatuto”, o que lhes aumenta a arrogância, nalguns casos;
    – não usarem as bolsas ou sabáticas que podem ou deveriam usar (sei de casos em que estiveram dois anos de sabática (para finalizar!) e ainda não acabaram o mestrado…. e já lá vai um bom par de anos….);
    – não gostam de ministrar aulas, embora o façam, muitas vezes, contrariados (coitaditos!!!) a indivíduos com licenciaturas ou em vias de ser licenciados.
    Efectivamente é pôr a cabeça a pensar… porquê:
    Existem alguns professores que escolhem o gabinete, o lugar para estacionar, as cadeiras para leccionar, os estágios para orientar, os exames para avaliar, os colegas para almoçar, porque são sobrinhos, amigos, afilhados, etc., do director ou de alguém muito importante….
    TAMBÉM NÃO VER ISTO É MIOPIA!

  4. Doutorado na Diáspora Says:

    Ilustre Miguel G.

    Devo ter-me expressado mal, ou então indique-me em que diários da república sairam os concursos para os Docentes Convidados e Equiparados. É sobre estes que escrevo. Sobre dados factuais, nada como uma análise aos dados do REBIDES para comparar a evolução dos equiparados. Está lá, preto no branco, a situação de cada instituição.

    O que acho injusto são os compadrios e chapeladas, que não têm faltado por aí. Há concursos em que os Júris são verdeiros artistas na arte de justificar o mérito relativo do docente equiparado que trabalha lá na instituição face ao mérito dos candidatos externos, incluindo de outras instituições.

    Vai um exemplo? O Candidato C(unha) é melhor em mérito relativo do que o Candidato E(mbarretado) porque tem X anos de experiência profissional como docente do Politécnico na disciplina, a qual tem exactamente o mesmo programa da disciplina que Candidato E(mbarretado) lecciona no Ensino Superior Universitário.

    Vai outro exemplo? O Candidato D(esempregado) com o grau de Mestre e 20 anos de currículo profissional relevante, incluindo 4 anos de docência no Ensino Superior Universitário, é excluido do concurso porque o júri entende que só devem ser admitidos candidatos com um mínimo de 3 anos de experiência profissional docente no ensino politécnico. (Tão só uma das muitas deturpações do concurso de provas públicas para Professor-Adjunto).

    Vai ainda outro exemplo? Esta quando vi, nem queria acreditar. O candidato Y, apresenta um estudo, proposto pelo candidato, (que nos termos do Estatuto constitua uma actualização de conhecimentos técnicos ou uma análise crítica original sobre tema compreendido na área de ensino para que for aberto o concurso) referente à importância do Benchmarking para um concurso de Professor Adjunto na área da Auditoria. É excluido porque o Júri entende que o estudo proposto não se enquadra no âmbito da área da Auditoria. (É de brados!)

    Nem lhe vou referir as tropelias de que já fui alvo. Basta tão só as que vou conhecendo com pessoas que conheço. Por essas e por outras, continuo e continuarei na diáspora longe da família.

    Para que lhe fique claro. Não fui nem sou profissional das bolsas. Os meus estudos de doutoramento foram pagos do meu próprio bolso, sem quaisquer apoios do Estado. Todavia, no meu programa de doutoramento tive ilustre colega com bolsa do Prodep (provavelmente excepção à regra) que se ficou pelo equivalente ao grau de Mestre. Iniciei os estudos um ano depois dele, sempre a trabalhar e em horário pós-laboral e terminei um ano antes e com melhor classificação académica. Pois claro! Quando pesa no bolso, não se dorme na forma. Aproveita-se bem o tempo disponível.

    Por último, pouco me importa as mordemias que refere. Talvez por isso, continue na diáspora onde me concentro em fazer investigação e publicar nas melhores revistas da especialidade. Coisa que não vejo como preocupação de muitas boas pessoas que agoram clamam – Aqui d’ El Rei!

    Quem não teme, vai a concurso. Eu não temo, mesmo quando sei que o Júri faz das suas para levar a água ao seu moinho.

  5. Elisabeth Says:

    Sem dúvida uma análise perfeitamente racional e realista que retrata fielmente aspectos que se passam ensino superior em particular no politécnico . Parabéns pela objectividade Helga Couceiro.

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