3 questões

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Onde estão os Estatutos de Carreira de Investigação Científica?

É normal que se aceda ao topo da carreira docente vindo de fora da carreira e sem nunca se ter dado aulas (praticado docência)?

Será legítimo colocar a negociação um estatuto centrado numa figura que não foi definida, como a do especialista?

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5 Respostas to “3 questões”

  1. Carlos Says:

    Eu respondo com outras perguntas: mas existe alguma carreira quando alguns (boys e girls, certamente) podem entrar directamente para a categoria de topo? Quando entre os docentes ditos de carreira, uns são mais de carreira (tenure) do que os outros (descartáveis a toda a hora)? Quando questões essenciais são remetidas para a vontade de muitas entidades diferentes?

  2. Maria Says:

    Porque é que uma mudança tão simples e que já existe há anos noutros países levanta tanta celeuma? Talvez seja altura de comparar o que sucedeu noutros países e equacionar se tal melhorou o nível da investigação e do ensino. A resposta é: sim, melhorou.

    Nos EUA, é normal esta situação. Alemanha também. Espanha também. As pessoas devem subir nas carreiras por MÉRITO e não por longevidade! Porque é que é tão estranho ter alguém que poucas aulas deu a ascender a um cargo de topo? Os catedráticos porventura têm aulas de gestão? No entanto, têm de gerir fundos, não?

    Porventura não temos já boys&girls em topo de carreira, a entupir a evolução de quem tem mérito? É que na verdade, é algo que já ouço há pelo menos 20 anos, nos mais variados sectores. E lembro-me de histórias de familiares semelhantes. O caso dos desgraçados dos profs. auxiliares que se mantêm como auxiliares por 15 anos com excelentes CVs e projectos demonstra bem isto.

    Porque é que há cátedras abertas actualmente em Portugal e as universidades nem sequer pegam em tais programas, alguns deles financiados a 100% por empresas e FCT? Ora se não acarreta custos para as instituições, ou se acarreta custos reduzidos, porque é que não se utiliza uma ferramenta tão comum noutros locais? Basta ir à vizinha espanha e verificar que 1 universidade tem tantas cátedras como as que estão neste momento a ser apoiadas para Portugal TODO…

    A resposta porque é que as universidades não pegam em ferramentas deste estilo relaciona-se com a pergunta colocada. Porque na verdade trata-se de um jogo de poderes e a nossa academia acha que colocar pessoas que vÊm da indústria em lugares de “topo” é algo impuro. Parece um sistema de castas. Ora a resposta é: haja santa paciência. Se são intocáveis, não devem ter receio de medidas que revelam abertura. Tomara que as medidas e ferramentas que actualmente temos ao dispor para apoiar investigação e docência aumentem, para em vez de vermos 50 cátedras (acho que só a Univ. Carlos III tem perto do mesmo número) vejamos centenas!

  3. Manuela Magno Says:

    Desde dia 13 que tenho falado com muitas pessoas sobre a proposta de revisão do ECDU. Mesmo quem nada leu “sabe” que a partir de agora só doutorados poderão “dar aulas” nas univs. …Pois, mas o que não se fala é que a figura do “monitor” vai voltar em força. Os monitores popdem ser recrutados de entre estudantes de Licenciatura ou Mestrado!? Mão de obra barata e pouco qualificada….

    Seria muito importante clarificar as águas entre Docência e Investigação….

  4. M. VilasBoas Says:

    ESPECIALISTAS

    Bem, nesta altura especialistas somos todos, mesmo que em coisa nenhuma.

    O hiato de tempo que vai entre o “nascimento” desta figura no RJIES e a proposta/draft dos estatutos agora apresentada, sem que na prática se tenha definido o conteúdo de tal “personalidade”, remete-me um pouco para as opiniões de Nuno Crato sobre Bolonha. Se para ele a realidade prática do processo de Bolonha émaioritariamente definida pela redução do tempo na aferição do grau de licenciado, também aqui me parece que o objectivo principal é a redução salarial do corpo docente que como especialista terá de de arranjar “uns trocos” algures fora da instituição…ou em alternativa alguma solução jurídica surgirá à posterori que permita que como “especialista” faça o mesmo trabalho mesmo sem ter arranjado “os trocos”. Afinal já não são precisos tantos docentes com a quantidade de “Aposentados” e assistentes convidados a título gracioso que irão aparecer às portas das instituições a oferecer os seus serviços. E eu que pensava que os “benfeitores” já estavam todos a leccionar nas Universidades Séniores….

  5. Jorge Says:

    E dos aposentados, ninguém fala? Então, segundo o “novo” estatuto podem leccionar, investigar ou desenvolver outras actividades acordadas com a instituição, podem fazer parte de júris, podem orientar dissertações de mestrado e doutoramento, e ninguém, nem o SNESUP!, acha isto um abuso? Nem a Maria de Lurdes Rodrigues ousou ir tão longe…

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