As propostas de Estatutos…

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de Carreira Docente Universitária e de Carreira do Pessoal Docente do Ensino Superior Politécnico foram já remetidas ao SNESup.

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9 Respostas to “As propostas de Estatutos…”

  1. Carlos Says:

    Como professor auxiliar, com mais de 30 anos de serviço público sinto-me vexado pela proposta do MCTES. Diria mesmo que este país cada vez mais parece um lugar mal frequentado. Vamos ver se os sindicatos conseguem fazer prevalecer o bom senso e os legítimos interesses de todos, em especial o interesse nacional, que está longe de ser abrir o caminho de via larga a “boys e girls”.

  2. Miguel Says:

    Boa tarde,
    Este governo trata os docentes do ensino superior politècnico como lixo; gente descartável. Pessoas dignas que há muito tempo sustentam os alicerces do sistema. Sempre foram necessários. Pessoas com mais de 10, 15, 20, 25 anos de carreira.
    Este projecto é humilhante para um ser humano.
    O que podemos fazer? Por que não noto ninguém a movimentar-se?
    A greve é possível?

  3. NSousa Says:

    Estatutos do politécnico:

    Vejam os artigos 12 e 30. Leia-se: “4000 desempregados e sub-empregados em 3 anos”.

  4. OMC Says:

    Eis a minha opinião sobre a proposta de revisão do ECDESP.

    Os equiparados a professor adjunto que sejam doutorados não usufruem de qualquer regime transitório na apresentação aos concursos para recrutamento de professores adjuntos, porque já detêm o grau de doutor.

    Os doutorados apenas podem usufruir de um regime transitório menos desfavorável na apresentação a concursos para professor coordenador se actualmente já estiverem equiparados a esta categoria, contarem pelo menos 5 anos continuados de serviço docente como equiparados a professor coordenador e/ou professor adjunto e tiverem concluído o doutoramento há menos de cinco anos.

    De uma forma geral, os docentes equiparados que já eram doutorados quando iniciaram funções no ensino politécnico não são favorecidos.

  5. Maria Marques Says:

    Estes estatutos (refiro-me aos do Ensino politécnico, porque não tenho informação para me manifestar sobre o universitário) são uma vergonha. Como é possível depois de tantos anos de negociação este ser o resultado final. É caso para dizer pior é impossível.

    Estes estatutos tratam os docentes equiparados, que são as vítimas do sistema como LIXO. Pessoas que deram vida às instituições, que integraram comissões tão absorventes como a auto-avaliação, adequação de novos cursos, adequação dos cursos ao paradigma de Bolonha, … Enquanto outros fizeram os seus doutoramentos no conforto de uma bolsa. Agora saem os que trabalharam para a instituição e entram os que não têm qualquer ligação a ela.

    Penso que devemos exigir concursos internos para docentes com mais de 10 anos de serviço, com um período transitório (5 anos) para efectuar doutoramento, caso não o possuam ainda.

    Relativamente aos artigos 12 e 30. É esta a forma de acabar com a precariedade no ensino politécnico?

    Esta calma, espero que apenas aparente, de todos os envolvidos está a deixar-me preocupada.

  6. Gonçalo Says:

    A colega Maria Marques acertou em cheio.
    Há docentes no Politécnico com mais de meia centena de orientações de estágios e de monografias de fim de curso, e que são equiparados.
    Estes mesmos docentes têm em média 15 anos de casa, sempre com provas dadas e com turmas de 50, 60 e mais alunos.
    Isto é um ultraje.
    Todos querem continuar a estudar. Mas precisam de condições. Quatro ou cinco anos para o doutoramento. Mas aquando da conclusão do doutoramento, as pessoas deviam poder manter os seus legítimos interesses, ou seja, a dedicação exclusiva.
    Em relação à acalmia, a colega também tem razão: o que se passa? Começo também a estranhar esta ausência de comentários e mesmo alguma falta de união da classe.
    É NESTAS HORAS DE APERTO QUE DEVEMOS ESTAR MAIS PRÓXIMOS.
    Porque são muitos, muitos anos. Com o custo de oportunidade que a nossa opção acarretou, porque se estamos em dedicação exclusiva, não estamos em mais sítio algum.
    É DE FACTO UM DOCUMENTO INFAMANTE.

  7. Pedro Rio Says:

    Tal como o SNESUP vinha alertando, este projecto de ECDU nega aos professores auxiliares sem nomeação definitiva a possibilidade de aceder às condições de que gozam aqueles que já detêm a “nomeação definitiva”. O ECDU não contempla sequer um regime de transição para estes casos.

    Todos acreditamos que esta situação, aberrante e injusta e propiciadora de um clima detestável nas universidades, seja condenada pelos sindicatos.

  8. João Teixeira Says:

    Este Estatuto trata os professores, em particular os mais jovens, como se de “colaboradores” de um “call-center” se tratassem. De todo em todo, já faltará pouco para a implementação de um ensino à distância.

    Este Estatuto também reduz as Universidades a meros apêndices do mercado de trabalho. Segundo o Artº 6, as instituições de Ensino Superior são agora veículos de “desenvolvimento de competências”, o que quer que isto queira dizer… Segundo o mesmo Artº 6, a “transmissão de conhecimento” vai morrer. Não deixa de ser uma morte anunciada, bem entendido, esta submissão da qualidade do ensino a outros ditâmes é um processo em curso.

    Destas mudanças, nada de bom resultará para o prestígio social da nossa profissão.

  9. João Fonseca Says:

    Lamento que não haja ninguém que defenda os professores e assisentes, tanto do universitário, como do politécnico.
    Por onde andam os sindicatos? A Fenprof perdeu o gás?
    Gostaria que houvesse tomadas de posição oficiais por parte dos sindicatos do superior, porque o maior investimento que um país pode fazer é na formação.
    Este governo de esquerda traiu todos os seus ideais. Esperemos que os sindicatos não abiquem dos seus (ideais).
    Jamais os documentos agora propostos trazem estabilidade ao corpo docente (em especial do politécnico). A circunstância de nos próximos 3 anos ninguém (ou poucos colegas) se dedicar de corpo e alma à profissão e aos alunos, tal será a azáfama da sua vida académica, não é despicienda, o que contribuirá ainda mais para a falta de estabilidade que se fará sentir num sector absolutamente central da nossa ordem social – o Ensino Superior.
    Com cinquenta por cento do pessoal docente em sistema de free-lancer, o ensino ficará entregue a colaboradores-turbo, como sabemos que existiram em universidades de muita má memória (vide Independente, Moderna).
    É muito triste vivermos num país que nem sequer tem memória.

    P.S.: Aproveito para solicitar ao autor deste blog que coloque por favoe este tema em maior destaque, se achar por bem.

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