Reproduzindo mensagem recebida como “Comentário”
GREVE ÀS AVALIAÇÕES
REUNIÃO DE LISBOA MARCADA PARA A ESCOLA SUPERIOR DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
A pedido de um grupo de docentes, o Sindicato Nacional do Ensino Superior (SNESup) realiza na próxima 2ª feira (6 de Julho), a partir das 11:30, na sala 2P2, uma reunião na Escola Superior de Comunicação Social do Instituto Politécnico de Lisboa (Campus de Benfica), dirigida a todos os colegas do IPL e destinada a esclarecer dúvidas acerca das formas de participação na greve às avaliações.
Na reunião, que está também a ser dinamizada por colegas não filiados neste sindicato, está desde já confirmada a presença do Presidente da Direcção do SNESup, Gonçalo Xufre.
05/07/2009 ás 21:08
Não seriam os riscos enunciados suficientes para assumir a contestação do acordo?
Pelo vistos a FENPROF entendeu que não. Por razões que não estão de todo claras limitou-se a não assinar. E avisa (os distraídos e possíveis grevistas?) que as negociações terminaram…
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COMUNICADO:
Informação do Secretariado Nacional da FENPROF relativa aos resultados do processo negocial em relação ao ECDESP.
Como todos sabem, terminaram já as negociações do novo Estatuto da Carreira do Pessoal Docente do Ensino Superior Politécnico.
[...]
O quadro acima permite verificar que o novo estatuto contém, relativamente ao estatuto em vigor, diferenças muito significativas em aspectos inequivocamente relevantes.
A FENPROF está consciente de que a aplicação deste estatuto comporta alguns riscos:
– Condições orçamentais para que as instituições possam abrir as vagas;
- Incerteza quanto à garantia de que o trabalho já prestado às instituições seja devidamente considerado nos concursos;
- Incerteza quanto à legislação sobre o título de especialista.
Cordiais Saudações Académicas e Sindicais
Pel’O Secretariado Nacional
João Cunha Serra
Coordenador do Departamento do Ensino Superior e Investigação
06/07/2009 ás 22:37
Existem muitos mais problemas do que aqueles que foram anunciados por João Cunha Serra.
Mas, mesmo que fossem só aqueles, a FENPROF tinha a obrigação de continuar a luta.
A FENPROF considerou o estatuto globalmente positivo com alguns aspectos negativos. Foi uma manipulação da realidade.
De facto, é um estatuto globalmente negativo com alguns aspectos positivos. Parece o mesmo, mas não é.
É pena que o Doutor João Cunha Serra e a FENPROF não tenham tido a clarividência necessária para compreender isto.
05/07/2009 ás 23:59
A greve contesta precisamente a não concordância com os estatutos nomeadamente no que diz respeito ao regime transitório.Não vejo razão nenhuma para que não se conteste os estatutos independentemente da posição assumida pela FENPROF que só pelos vistos Cunha e Serra e Deus sabem o porquê… Apesar da FENPROF dizer que vai continuar a lutar e a negociação estar fechada, não vejo razão para que os docentes contestem em força o que foi aprovado dando inclusivamente força aquilo que a FENPROF pensa fazer que é contactar os partidos no sentido de pelo menos corrigir o regime transitório.
Pelo ATENÇÃO é mesmo necessário marcar umaposição de força, para que compreendam de vez que não ficámos satisfeitos com estes estatutos…
A greve infelizmente impõe-se como única forma de luta com visibilidade em caso dos docentes aparecerem únidos nesta contestação…
06/07/2009 ás 00:01
Como diria o secretário geral Prof João Cunha e Serra… “Para que não hajam dúvidas…” Desta vez por parte das forças politicas incluindo o PS e a opinião pública…
06/07/2009 ás 21:15
Olá a todos, também eu, como o DD e o Vitinho, tenho familiares e amigos no secundário que não têm parado de me ligar (até já me doi o oivido) por causa das colocações e resolvi ir ao site da FENPROF para ver o que se por lá dizia. Só para verem o que nos espera daqui a uns tempos vejam bem.
“Confirmam-se resultados que são dos piores de sempre: mais de 99% dos candidatos não entrou nos Quadros!
Numa profunda e inaceitável manifestação de desrespeito pelos professores, o Ministério da Educação, em vez de tornar públicas as listas de colocação dos docentes, para 2009/2010, decidiu, antes, manipular os números para fazer crer o que não é verdade, pois a verdade, usando os números que o ME hoje mesmo tornou públicos, é que:
- 99% dos docentes que concorreram para ingressar em quadro não o conseguiram (apenas entraram 417 dos cerca de 50.000 candidatos que apresentaram 65.464 candidaturas – menos de 1%);
- 11.836 docentes que já pertencem aos quadros (40,9% do total de docentes dos QZP) não obtiveram colocação no novo quadro criado (Quadro de Agrupamento).
Perante estes números, pode dizer-se que este é um dos piores concursos de sempre, o que só consegue ser disfarçado pela manipulação de números, a um ponto que é de todo inaceitável. Por exemplo, nos quadros que o ME divulga no seu site, é indicado que entre Quadros de Agrupamento e de Escola, a relação vagas positivas / vagas negativas é a seguinte:
2005 – 4.430 / 7.358;
2006 – 6.303 / 5.969;
2009 – 20.896 / 2.660.
Ora bem, estamos perante uma grosseira manipulação de números, com o intuito de enganar a opinião pública.
De facto, se o ME considera todas as vagas abertas para os novos Quadros de Agrupamento, que vieram substituir os QZP (que incluíam 28.926 docentes), não pode apenas considerar como negativas as do Quadro de Escola (as 2.660 referidas), mas acrescentar-lhe as que faziam parte do quadro que se extingue – o QZP – e essas são, segundo o Ministério, 28.926.
Isto é, no cômputo global, não há 18.236 vagas positivas este ano, mas, se a este número, forem subtraídas, também, as 28.926 que correspondem a docentes dos QZP que foram obrigados a concorrer para o Quadro de Agrupamento, e nele deveriam ser colocados, então o saldo é negativo, correspondendo a 10.690 vagas a menos.
Não se compreende, também, como pode o ME afirmar que, numa segunda fase, serão colocados mais 38.000 docentes dos QZP e contratados, quando as escolas ainda não fizeram o levantamento de necessidades após esta primeira fase de colocação. O que há são cerca de 38.000 docentes por colocar, entre QZP’s e contratados de primeira prioridade, e outros tantos que são identificados pelo ME como “Outros candidatos”.
A FENPROF, após uma análise mais detalhada das listas definitivas, pronunciar-se-á de forma ainda mais precisa, analisando a situação grupo a grupo, mas denuncia, desde já, a manipulação que o ME pretende fazer dos números e reafirma que estamos perante o concurso mais negativo dos últimos anos, que fará crescer, como nunca, as situações de instabilidade para docentes dos quadros e remeterá para o desemprego muitos milhares de docentes que aguardavam o ingresso em quadro ou, pelo menos, uma contratação.
Nota final: Numa primeira observação, verifica-se que a maior parte dos docentes que ingressou em quadro são dos grupos 350 (Espanhol) e 550 (Informática). Na Educação Pré-Escolar, no 1.º Ciclo do Ensino Básico, no grupo 910 da Educação Especial ou na generalidade dos grupos do 2.º Ciclo não houve qualquer colocação que correspondesse a entrada em quadro.
O Secretariado Nacional da FENPROF
6/07/2009″
06/07/2009 ás 23:47
Olá.
Só para dar mais uma amostra da manipulação que este governo faz. Anunciou 400 postos de trabalhos para os GIP (Gabinetes de Inserção Profissional), junto das escolas secundárias, mas não só. Mas não disse que acabou (ou está a acabar) com as cerca de 600 UNIVAs.
Já nada me espanta.
07/07/2009 ás 23:01
A razão porque insisto em que entre o apoio ou palmadinha nas costas dos que exercem cargos políticos e os seus actos está aqui:
“Será criado um número histórico de vagas nos quadros de escola, o que significa que haverá vagas para a esmagadora maioria dos Quadros de Zona Pedagógica (QZP) e ainda alguns milhares de vagas adicionais para os professores contratados que até agora não tinham lugar de quadro“, afirmou o secretário de Estado, em conferência de imprensa. (Valter Lemos, em Dezembro de 2008 http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/2aa2594708c31b23773e16.html)
ORA FORAM COLOCADOS Zero Mil Quatrocentos e Dezasete CONTRATADOS. Realmente um número histórico de milhares de vagas para contratados.
Caros amigos, quando me referia a incompetentes nos IP’s era precisamente em relação a pessoas como o Sr. Valter Lemos. É que uns Zero milhares de vagas, é obra histórica pelas mãos de um Ex-Presidente de um Politécnico agora arvorado em Secretário de Estado.
Imaginem-no como Secretário de Estado do Gago!
07/07/2009 ás 23:03
Queria escrever: A razão porque insisto em que vai uma grande distância entre o apoio ou palmadinha nas costas dos que exercem cargos políticos e os seus actos está aqui: