O João Cunha Serra, no seu comunicado em que reivindica a vitória das alterações ao regime transitório do ECPDESP (Por ter recusado a mesa conjunta que lhe propusemos em Junho ? Por ter assinado a célebre acta ? Por ter recusado apoiar as greves de Junho / Julho ? Enfim…) faz uma distinção pertinente, nesta fase da apreciação parlamentar, entre ser parceiro negocial e “influenciar”.
Distinção que, passe a ironia, é útil : o que correu bem foi porque influenciámos, o que correu mal foi porque não nos quiseram tratar como parceiros.
A complexidade da situação resulta da falta de linearidade destas influências mas também da forma como se relacionam os grupos parlamentares entre si. Como dirigente sindical, tenho-me abstido de referir os créditos de cada um. O que é até injusto. E temos de calar situações que passam das marcas. Por vezes quase nos sugerem que façamos a proposta a outro grupo parlamentar pois, embora não a assumam, talvez a votem favoravelmente se vier de outrem !!!
Quanto à interpretação das propostas que foram sendo aprovadas, até temos uma ideia do que cada um pretendeu consagrar, só que não podemos dizê-lo por dever de reserva. Algumas das propostas vão no meio destas ambiguidades e destas redacções florentinas ter leituras que os proponentes nem sonharam, e isso tanto pode ser bom como ser mau.